
No mercado interno, no entanto, o movimento deve ser de nova contração. A Abraciclo trabalha com cenário de queda de 1,1% nas vendas no varejo, para 890 mil unidades. No atacado a redução deve ser maior, de 3,8% para 825 mil unidades. “O segmento de motocicletas sofreu com as incertezas da política durante todo o ano de 2016. Diante de um mercado mais cauteloso, para 2017, o setor projeta atingir resultados semelhantes ao do ano anterior, mantendo-se estável”, avalia em comunicado Marcos Fermanian, presidente da entidade.
ANO NO MENOR PATAMAR DESDE 2002
Os resultados de 2016 mostram retrocesso ao patamar de 2002 na produção de motocicletas. As fábricas nacionais do segmento fizeram 887,6 mil unidades, com redução de 29,7% na comparação com o resultado de 2015. Em dezembro a produção alcançou 32,8 mil motos, com baixa de 35,2% sobre o mesmo mês do ano anterior e de 53,3% na comparação com o resultado de novembro.
Ao longo de 2016, as vendas no atacado, das montadoras para as concessionárias, encolheram 27,9%, para 858,1 mil unidades. No último mês do ano, foram negociadas 56,1 mil motocicletas, com redução de 18,9% na comparação anual e de 5,4% na mensal.
O dado positivo veio das exportações, que cresceram 7,7% no último mês do ano passado sobre o resultado registrado um ano antes e expressivos 61,8% quando o volume é comparado com o resultado de novembro. O aumento, no entanto, não bastou para salvar o desempenho de 2016, que terminou com baixa de 14,6% nas vendas internacionais de motocicletas, com 59 mil unidades nacionais vendidas em outros países.