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Produção de motos cresce quase 20%, mas não acaba com filas de espera

Segundo fabricantes, problema vai persistir nos próximos meses para modelos até 160 cc e scooters
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Mario Curcio

12 dez 2022

3 minutos de leitura

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A produção de motos no acumulado até novembro registrou 1,33 milhão de unidades, o melhor resultado para o período desde 2014. A comparação com iguais meses de 2021 indica alta de 18,7%. A projeção até o fim do ano é de 1,42 milhão de motocicletas fabricadas em Manaus (AM). Apesar do crescimento, as filas de espera por motos até 160 cc e scooters ainda vão se estender pelos próximos meses.

“Isso ainda é reflexo do primeiro bimestre, quando cerca de 100 mil motocicletas deixaram de ser produzidas. Além disso, teremos férias coletivas agora em dezembro, quando as fábricas aproveitam para realizar manutenções e ajustes nas linhas de montagem”, afirma Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, entidade que reúne os fabricantes de motos instalados em Manaus (AM).

A associação divulgou os números atualizados na segunda-feira, 12. A produção somente em novembro foi de 129,2 mil motos. O número recuou 5,9% em relação a outubro, mas a Abraciclo recorda que o total de novembro é o maior para este mês desde 2013. “Com os resultados positivos e o crescimento este ano, acreditamos que a procura pela motocicleta deverá seguir em alta em 2023”, estima Fermanian.


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Exportações ficarão abaixo da projeção

De janeiro a novembro, as associadas à Abraciclo exportaram 51,4 mil motocicletas, anotando alta de apenas 2,4% sobre iguais meses de 2021, um ano ruim para o mercado externo de motos. A projeção da Abraciclo para este ano é de 59 mil unidades, mas é improvável que as fábricas enviem perto de 7,6 mil motos ao mercado externo em dezembro. A média mensal está abaixo de 4,7 mil embarques e em novembro foram exportadas 3,7 mil unidades. Com isso, 2022 deve se encerrar com cerca de 56 mil embarques, resultando em queda próxima a 5% em relação ao total projetado. 

A Colômbia foi o principal comprador das motos brasileiras em 2022, com 14,8 mil unidades (29% do total exportado) até novembro. O segundo lugar está com a Argentina, para onde seguiram 12,1 mil motocicletas brasileiras (23,6% de participação). Os Estados Unidos são o terceiro maior mercado, com quase 11 mil motos (21,4% das exportações).

No mercado interno, alta nas vendas de motos de 17,7%

A venda interna de motos em novembro somou 123,2 mil unidades. Foi o terceiro melhor mês do ano (atrás de maio e setembro) e registrou a melhor média diária de emplacamentos de 2022, com 6.160 unidades. O acumulado até novembro teve 1,23 milhão de motocicletas licenciadas, o que indica alta de 17,7% na comparação com iguais meses do ano passado. 

A análise de emplacamentos divulgada pela Abraciclo informa que os Estados do Norte do País anotaram 154 mil motos novas entregues até novembro e a maior alta (34,8%) sobre iguais meses de 2021. Mas sua fatia em relação às vendas totais é de 12,5%. O Sudeste mantém a liderança nos licenciamentos, com 474 mil motos emplacadas até novembro e 38,5% do mercado nacional.

Na sequência vem o Nordeste, com 364,5 mil motos (29,6% do total). A Região Sul tem 9,7% e o Centro-Oeste, 9,6%. Em cada uma foram emplacadas pouco menos de 120 mil unidades nestes 11 meses de 2022.