
Depois de quedas consecutivas desde 2012, a produção de motos em Manaus (AM) em 2018 deverá somar 935 mil unidades e alta de 5,1% sobre 2017. Os fabricantes também acreditam em pequeno crescimento de 2,1% nas vendas ao mercado interno e também em ligeira alta de 2,4% nas exportações, que podem atingir 85 mil unidades no ano que vem.
Os números foram divulgados pela Abraciclo, associação que reúne os fabricantes de motos instalados na Amazônia. “Há uma melhora nas vendas por CDC (Crédito Direto ao Consumidor) e acreditamos em um índice de aprovação de propostas entre 20% e 30%”, afirma o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian.
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O CDC responde por 40,4% de todas as vendas do setor, ante 29% do consórcio e 30,7% dos pagamentos à vista. Um ano atrás as participações do consórcio, do CDC e das vendas à vista estavam muito próximas, cerca de um terço para cada uma das modalidades. RESULTADOS DE 2017
No acumulado até novembro as empresas instaladas em Manaus montaram 813,9 mil unidades, registrando pequena queda de 4,8% ante o mesmo período do ano passado. A Abraciclo projeta até o fim do ano 890 mil, mas é provável que fique um pouco abaixo disso porque dezembro é sempre um mês fraco nas linhas de Manaus em razão das férias coletivas.
As vendas no atacado (das fábricas para a rede de revendas) somaram até novembro 746 mil motos, resultando em queda de 7% sobre o mesmo período do ano passado. A projeção para o ano que vem é de 850 mil unidades e alta de 4,6%.RECORDE EM SCOOTERS
A venda de scooters somou até novembro 52,3 mil unidades, superando em 25,4% o recorde alcançado em 2014 (42,9 mil unidades). Até o fim do ano a Abraciclo estima 58,6 mil unidades e alta de 57,1% sobre 2016. O crescimento ocorreu por causa da chegada de novos modelos da Honda e da Yamaha, mas é preciso ressaltar que os números da Abraciclo só consideram os scooters de suas associadas. Um levantamento feito por Automotive Business mostrou que a alta do segmento no primeiro semestre era de 70% quando considerados também os modelos de empresas não associadas (veja aqui).EXPORTAÇÕES COMO COMPLEMENTO
De janeiro a novembro o Brasil exportou apenas 74,7 mil motocicletas. É verdade que houve alta de 41,9% sobre o mesmo período de 2016, mas vale dizer que a Abraciclo projetava 93 mil unidades até o fim do ano e reviu esse número para 83 mil motos.
O volume anual de exportações corresponde a um bom mês de produção e com isso os embarques acabam cumprindo apenas o papel semelhante ao de um 13º salário na receita de Honda e Yamaha, as únicas que exportam: “É difícil crescermos mais em exportações porque o mercado sul-americano acaba optando por produtos asiáticos”, explica Fermanian. A Argentina permanece como principal destino (65%), seguido pela Colômbia (9,5%).
Assista à entrevista com Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo: