
Paulo Takeuchi, vice-presidente do Simefre – Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários – e presidente da Abraciclo – Associação de Fabricantes de Motocicletas, explica que a previsão inicial de desempenho para o setor era 6% mais alta. “Os ponteiros apontam para números negativos em todos os sentidos: produção, vendas à rede, ao público e queda de 50% nas exportações”, lamenta.
A escassez de crédito atingiu com força o setor, já que o grande volume de consumidores de motos depende de financiamentos. Os fabricantes, concentrados na zona franca de Manaus, estão isentos da alíquota do IPI e deixaram de pagar também a Cofins até outubro deste ano. “Em novembro, quando o imposto retornou, as nossas vendas pararam de aumentar”, conta Takeuchi.
Em 2010 o setor espera voltar a ganhar mercado, mas ainda sem alcançar os níveis de 2008. A projeção é produzir 1,9 milhão de unidades e vender 64 mil ao mercado externo. Para o curto prazo a injeção de cerca de R$ 14 milhões na economia por conta do 13º salário deve refletir positivamente nos negócios.