
As vendas no atacado (feitas das fabricantes às concessionárias) somaram 59,1 mil motos em outubro, 22,5% a menos que em setembro. No acumulado do ano foram revendidas 742,6 mil unidades, resultando em queda de 29,3% ante os mesmos dez meses de 2015.
“Os números ainda refletem as incertezas da economia e, apesar do cenário adverso, ainda acreditamos numa ligeira recuperação até o fim do ano com a chegada do verão, que estimula o uso das motos, e o pagamento do 13º salário”, afirma o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian.
Os números de emplacamentos até outubro divulgados pela Abraciclo apontam 749,8 mil motocicletas licenciadas, 27% a menos que em igual período de 2015. O total informado pela entidade é menor que o da Fenabrave (840,9 mil unidades) porque subtrai 91 mil ciclomotores usados, mas lacrados como zero-quilômetro por causa de uma mudança no código de trânsito ocorrida há pouco mais de um ano. A média diária de motos novas lacradas anda abaixo de 3,2 mil unidades.
As exportações também mantêm um ritmo fraco em 2016. De janeiro a outubro o Brasil embarcou apenas 48,7 mil unidades, 14,4% a menos que em igual período de 2015. O resultado já era esperado por causa da diminuição dos embarques à Argentina.