
O crescimento foi puxado pelos modelos rodoviários, que somaram no quadrimestre 1.050 unidades. Esse volume é 59% maior que em iguais meses do ano passado. Já a produção de ônibus urbanos registrou pequena queda de 1,7% ao somar 6,3 mil unidades. Até o fim do ano a Anfavea estima a produção de 20 mil ônibus e crescimento de 6% sobre 2021.
A retração de abril em relação a março no segmento de ônibus foi muito parecida com a que ocorreu no mercado de caminhões (29,9%) e decorre do menor número de dias úteis e também de paralisações de fábricas por causa da falta de componentes.
Exportação cresce 9,6%, mas a base é baixa
Os números divulgados pela Anfavea informam que suas associadas exportaram, em abril, apenas 305 ônibus, o que indica queda de 23,4% na comparação com março. O acumulado do ano somou 1.275 unidades e aumento de 9,6% no confronto com o primeiro quadrimestre de 2021. A alta ocorre sobre uma base de comparação muito baixa e o segmento permanece bastante afetado pelos efeitos da pandemia de Covid-19 desde 2020 – por motivos já conhecidos, como redução da demanda por transporte urbano, intermunicipal e atividade turística.
O que se nota nas exportações do primeiro quadrimestre é um equilíbrio maior entre modelos rodoviários (620) e urbanos (655). Em regra, o volume exportado aponta vantagem mais acentuada para os urbanos e o cenário atual leva a acreditar em recuperação no turismo.
Emplacamentos caem 17,3% em abril
O quarto mês de 2022 teve 1.127 ônibus licenciados, o que representa queda de 17,3% na comparação com março. A média diária recuou pouco, de 62 para 59 unidades. Segundo as fabricantes, os ônibus urbanos responderam pela maior parcela dos licenciamentos do mês (29%), seguidos pelos veículos do programa governamental Caminho da Escola (27%).
Os micro-ônibus e modelos rodoviários têm fatias semelhantes (16% e 15%, respectivamente). As menores participações estão em miniônibus (7%) e fretamento (6%).
“A distribuição entre os segmentos deve se manter dessa forma até o fim do ano”, estima o vice-presidente da Anfavea, Gustavo Bonini. A projeção divulgada pela Anfavea no começo do ano era de 17 mil ônibus emplacados e alta de 20,9%. Dependendo dos resultados do segundo semestre, ainda é possível alcançar esse número.