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Produção de ônibus pega o Caminho da Escola para crescer 50%

A produção de ônibus em fevereiro somou 1.956 unidades e anotou alta expressiva de 47,6% sobre janeiro. Parte desse crescimento se deve ao programa governamental Caminho da Escola, que representa quase um quarto da fabricação desses veículos de passageiros.

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Automotive Business

09 mar 2022

2 minutos de leitura

No primeiro bimestre, a produção total de ônibus foi de 3,3 mil unidades, o que indica alta de 8,4% sobre o mesmo período do ano passado. Os números foram divulgados na terça-feira, 8, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

“Uma parte dessa produção de fevereiro deve ser faturada já em março”, afirma o vice-presidente da Anfavea, Gustavo Bonini. Os modelos para uso urbano responderam nestes dois meses por quase 90% da produção total. Os rodoviários somaram apenas 351 no período, refletindo o baixo movimento de renovação de frota neste setor.

Exportações crescem 20,9%, mas sobre base muito baixa

As vendas externas em fevereiro somaram apenas 227 ônibus e recuaram 34,2% em relação a janeiro. No bimestre, foram 572 veículos, o que representa alta de 20,9% na comparação interanual. 

“É preciso dizer que em segmentos de menor volume, como ônibus e caminhões, o ideal é ter ao menos o acumulado de três ou quatro meses para uma leitura mais precisa, já que a entrega ou a exportação de um ou outro lote tende a gerar distorções”, recorda Bonini.

Menos de 2 mil ônibus emplacados no bimestre

Em fevereiro, foram licenciados apenas 874 ônibus, o pior volume desde setembro de 2021, com recuo de 15,9% ante janeiro. No bimestre, os licenciamentos somaram 1,9 mil unidades, indicando queda de 11,1% na comparação com o mesmo período de 2021. Assim, o setor mais afetado pela pandemia de Covid-19 desde 2020 continua com números muito ruins em 2022.

Segundo Bonini, os modelos urbanos representaram 29% dos licenciamentos em fevereiro, seguidos pelos veículos detinados para o programa Caminho da Escola, com 23%, micro-ônibus com 21%, rodoviários com 11%, miniônibus com 10% e fretamento, com 6%.