
Para o presidente executivo da entidade, Alberto Mayer, o resultado do segmento também se deve ao desempenho mais fraco da economia e à importação crescente de pneus.
“Os investimentos superiores a R$ 10 bilhões da indústria brasileira de pneus no período 2007-2015 não estão tendo correspondência na demanda e hoje as fábricas de pneumáticos trabalham com capacidade ociosa, além de seus preços não acompanharem a inflação”, afirma.
A ociosidade apontada pela Anip, no entanto, não atinge toda a indústria por igual. Existem fabricantes de pneus no País que estão trabalhando no topo da capacidade e estão investindo em modernização e ampliação de suas fábricas, como é o caso da Bridgestone (leia aqui) e Continental (leia aqui).
Mayer acrescenta que, embora a produção tenha caído, as fábricas mantêm os empregos: “Hoje nós empregamos diretamente cerca de 30 mil profissionais especializados que recebem os salários mais altos da área industrial, de acordo com os dados do IBGE. E a cadeia do setor ocupa mais de 100 mil pessoas no País, incluindo as revendas e os remoldadores”, completa.
O presidente da Anip ressalta também que tem alertado as autoridades sobre dois problemas que envolvem o setor: a prática de dumping por importadores e o não recolhimento de seus pneus inservíveis. “Já houve várias ações de antidumping realizadas pelo governo brasileiro que comprovaram que essa prática é danosa à criação de empregos no País.”
Por outro lado, o investimento em logística reversa deve superar a marca dos R$ 100 milhões este ano, destaca Mayer, por meio da Reciclanip, entidade mantida pelas fabricantes e responsável pelo processo de descarte correto de pneus velhos.