
Os dados da associação mostram que houve aumento de 4,2% na fabricação pneus para veículos de passeio, de 13,6% nos destinados a caminhonetes e de 8,7% nos de carga. O segmento de duas rodas (bicicletas e motos) foi o único a apresentar queda, de 7,2%, na produção de pneus.
“O maior crescimento se deu nos pneus industriais (de empilhadeiras, carinhos de mão, entre outros), segmento que representa 2,9% do total da produção, com acréscimo de 70,72% sobre o ano passado”, comentou Alberto Mayer, presidente executivo da Anip.
DÉFICIT COMERCIAL
Enquanto as exportações caíram 11,2% nos primeiros cinco meses do ano em relação ao mesmo intervalo de 2012, as importações cresceram 25,7%. “Os números mostram que é necessário desenvolver iniciativas para aumentar a competitividade do setor no País”, afirma o presidente.
A balança comercial apresentou déficit no período de US$ 112,7 milhões, com a participação externa no consumo aparente mantendo-se na faixa de 40%, como no ano anterior.
Segundo o executivo, a China continua sendo o principal fornecedor externo, seguida pela Argentina, com quem o Brasil ainda consegue manter uma balança favorável.
Mayer voltou a apontar que os importadores levam vantagens competitivas por causa de impostos e custo de mão de obra mais baixos e por economizarem dinheiro ao deixar de recolher seus pneus inservíveis.