
A produção de veículos encerrou os sete meses completos do ano em alta de 13% sobre o volume de mesmo período do ano passado, ao atingir 1,68 milhão de unidades, entre modelos leves e pesados, segundo balanço da indústria divulgado na segunda-feira, 6 pela Anfavea, associação dos fabricantes instalados no País.
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Contudo, o volume isolado de julho, quando as fábricas montaram 245,8 mil veículos, ainda considerando a soma de automóveis, caminhões e ônibus, representou queda de 4,1% sobre junho, quando as fabricantes produziram 256,3 mil unidades. Segundo a Anfavea, o ritmo menor nas fábricas reflete o resultado das exportações, que teve sua primeira queda do ano (leia aqui). Na comparação com julho de 2017 houve alta de 9,3%.
“Tivemos o melhor julho de produção desde 2014. Com este volume acumulado, estamos nos aproximando da média dos últimos 10 anos, que é de 1,76 milhão de unidades”, indica o presidente da Anfavea, Antonio Megale.
No acumulado janeiro-julho, a produção de veículos no Brasil aponta o melhor resultado desde 2015.
O estoque de veículos chegou a 248,7 mil unidades em julho, o que representa 34 dias de vendas, considerando a média de negócios registradas no mês. “Está um pouco acima [do ideal], mas 34 dias de estoque está dentro da normalidade”, observa Megale.
Em julho, do total estocado, 97,6 mil unidades estão nos pátios das montadoras – em junho esse volume era de 81 mil veículos. Já nas concessionárias, o total passou de 159,6 mil em junho para 151,1 mil em julho.
“Os números mostram que os estoques aumentaram mais nas fábricas do que nas concessionárias, o que significa que tem fluxo de loja, há um movimento na rede, que está aproveitando os meses de julho e agosto, que são bons meses sazonais, e se preparando para atender o mercado”, indica Megale.
Já os empregos ficaram praticamente estáveis na passagem de junho para junho, com eleve aumento de 0,3%, ao encerrar o mês com 112,7 mil pessoas empregadas pela indústria automotiva, considerando as fábricas de automóveis e comerciais pesados. Sobre julho de 2017, a indústria nacional aumentou o número de funcionários em 4,1%.
Os números da Anfavea apontam ainda que 826 pessoas ainda estão afastadas de seus postos de trabalho por meio de layoff, 68 a mais do que junho, mesmo mês em que o setor zerou o número de funcionários sob o PSE, Programa de Segurança do Emprego (leia aqui).