
-Veja aqui a Carta da Anfavea e aqui a apresentação dos números de desempenho de junho.
A Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, divulgou os dados na quinta-feira, 4. O presidente da entidade, Luiz Moan, acredita que o bom volume é resultado de substituição de importações. “Calculamos que entre 40 mil e 50 mil veículos que seriam importados acabaram substituídos por carros nacionais.” O movimento, segundo ele, foi estimulado pelos últimos lançamentos, que atraíram o interesse do consumidor.
Além disso, o Inovar-Auto, novo regime automotivo que entrou em vigor em janeiro, determina cotas de importação para as empresas habilitadas. O volume excedente trazido do exterior é sobretaxado com IPI adicional de 30 pontos. Com o ganho de mercado dos carros nacionais, a participação dos modelos produzidos em outros países caiu 0,7 ponto porcentual no primeiro semestre na comparação com o ano passado, para 20,2%.
Essa participação está menor a cada mês. Em julho o market share dos carros importados no mercado nacional ficou em 19,2%. Caso se mantenha no mesmo caminho, esse porcentual deve encerrar o ano com redução importante sobre 2012.
SEGMENTOS
No primeiro semestre, a produção de veículos leves alcançou volume robusto de 1,73 milhão de unidades, com expansão de 16,4% sobre janeiro a junho de 2012. Foram fabricados 1,4 milhão de automóveis e 331,8 mil comerciais leves, evolução de 17,6% e de 11,8%, respectivamente.
O avanço mais importante na produção, no entanto, foi registrado entre os pesados. Com 95,2 mil caminhões, a produção de caminhões cresceu 52,5%. Já o segmento de ônibus evoluiu 36,1%, para 21,5 mil chassis.
DESEMPENHO MENSAL
Considerando apenas o mês de junho, a produção de veículos somou 320,8 mil unidades. O volume é 15,5% maior do que o anotado no mesmo período de 2012. Ainda assim, houve queda de 7,8% na comparação com maio. Moan justifica que a retração é resultado do menor número de dias úteis, já que maio teve 21 dias de produção e junho teve apenas 20. O executivo garante que a média diária de fabricação se manteve alta, em torno de 16 mil unidades.
Com 242,8 mil unidades, a produção de automóveis cresceu 12,8% em junho sobre o resultado registrado há um ano. Na comparação com o mês anterior houve queda de 9,8%. Nessa mesma base, a fabricação de comerciais leves diminuiu 3,2%, para 56,7 mil unidades. O segmento apresentou evolução de 7,3% sobre igual intervalo de 2012.
Entre os modelos pesados, a produção de caminhões teve forte elevação em junho, de 4,8% na base mensal e de 94,3% na anual, para 17,1 mil unidades. Com quatro mil chassis, o setor de ônibus avançou 4,9% sobre maio e 18,9% sobre junho do ano anterior.
EXPECTATIVAS
A Anfavea prefere não revisar as projeções para a produção de veículos este ano e mantém a expectativa de que a indústria automotiva fabrique 3,49 milhões de unidades, com crescimento de 4,5% sobre o resultado de 2012. “O cenário ainda está incerto e não quero errar se fizer nova projeção, então prefiro esperar”, explica.
A tendência é que nos próximos meses a expansão da produção seja menor em relação ao ano passado. No segundo semestre de 2012 a indústria acelerava estimulada pela redução do IPI. Moan acredita ainda que as manifestações populares em diversas regiões do País possam afetar o desempenho do setor de veículos em julho.
As dificuldades de mobilidade causadas pela interrupção do tráfego de algumas vias dificultam o acesso do consumidor às concessionárias. Além disso, os problemas de circulação interromperam o fornecimento de algumas peças e componentes. “Já tivemos notícias de que isso aconteceu em pelo menos quatro montadoras”, assegura, indicando que há dificuldades para empresas instaladas próximas da Anchieta, no ABC paulista, em Gravataí (RS), e em Minas Gerais.
A associação dos fabricantes confirmou aumento do nível de estoques de 36 dias em maio para 39 dias em junho, entre indústria e concessionárias, para 415,3 mil veículos. Moan garante que o aumento é considerado normal. “Esse novo patamar corresponde ao aumento da oferta de produtos. Já temos 2.077 modelos e versões no mercado nacional”, revela.
A associação dos fabricantes confirmou aumento do nível de estoques de 36 dias em maio para 39 dias em junho, entre indústria e concessionárias, com 415,3 mil veículos. O presidente da entidade garante que o aumento é considerado normal. “Esse novo patamar corresponde ao aumento da oferta de produtos. Já temos 2.077 modelos e versões no mercado nacional”, revela.
A associação dos fabricantes confirmou aumento do nível de estoques de 36 dias em maio para 39 dias em junho, entre indústria e concessionárias, com 415,3 mil veículos. Moan garante que o aumento é considerado normal. “Esse novo patamar corresponde ao aumento da oferta de produtos. Já temos 2.077 modelos e versões no mercado nacional”, revela.
Assista abaixo a entrevista exclusiva de Luiz Moan:
