
“Já tínhamos programada, desde o ano passado, uma produção menor no primeiro semestre deste ano, considerando o quadro de instabilidade provocado pela falta de componentes”, disse o presidente da entidade Luiz Carlos Moraes, durante transmissão online.
A Anfavea considera um cenário produtivo mais desafiador no período, acrescentando à lista de entraves, afora a questão dos componentes, o conflito Rússia-Ucrânia e fatores econômicos, como inflação e alta da taxa de juros.
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“Já vemos economistas afirmando que o conflito europeu poderá influenciar no aumento da taxa de juros, provocando uma elevação de até 14%”, disse Moraes. Por ora, analistas do mercado financeiro apontam para uma Selic no patamar de cerca de 12% ao longo do ano.
Em fevereiro se produziu menos veículos
Apenas em fevereiro a produção de veículos no país somou 166 mil unidades, volume 16% inferior ao registrado em fevereiro do ano passado. Na comparação com o total produzido em janeiro, a produção do mês passado foi 14% maior.
Do volume fabricado no mês passado, 152,6 mil unidades corresponderam aos veículos leves (automóveis e comerciais leves), resultado que representou queda de 17%. A produção de caminhões chegou a 11,3 mil unidades, queda de 3,5%. A produção de chassis de ônibus somou 1,9 mil unidades, alta de 23%.
O estoque de veículos, segundo a Anfavea, chegou a 120 mil unidades em fevereiro, volume que representa cerca de 27 dias úteis de vendas. A marca é considerada normal para o período.
Já no caso dos empregos no setor, até fevereiro havia 101,3 mil funcionários nos quadros das montadoras. A quantidade de funcionários caiu 3,2% na comparação com o quadro observado em fevereiro do ano passado.
