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Produção de veículos começa o ano com queda de 14%

O ano começou em ritmo lento na produção de veículos: as linhas de montagem das 31 empresas associadas à Anfavea entregaram 204,7 mil unidades, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. De acordo com os dados divulgados pela entidade na quinta-feira, 5, o volume representou queda de 14% sobre o mesmo mês do ano passado e tornou este o pior janeiro desde 2009, quando foram montados 180 mil veículos naquele mês em meio a um cenário de enfrentamento das influências da crise financeira internacional no País.
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Redação AB

05 fev 2015

3 minutos de leitura

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– Veja aqui os dados da Anfavea

“Poderíamos ter apresentado um resultado pouco melhor não fosse a paralisação das associadas”, argumenta Luiz Moan, presidente da Anfavea, durante a apresentação do resultado do primeiro mês do ano, em São Paulo. O executivo referiu-se a Volkswagen, cuja fábrica em São Bernardo do Campo (SP) ficou parada entre 6 e 16 de janeiro devido à greve dos trabalhadores em protesto às demissões anunciadas no início do mês (leia aqui) e pelas paralisações dos funcionários na unidade da Mercedes-Benz também no ABC Paulista em apoio aos que foram demitidos (leia aqui).

Com relação a dezembro de 2014, a produção de janeiro ficou estável. Entre os segmentos, o de caminhões apresentou o pior desempenho no comparativo anual, com queda de 38,7% em janeiro sobre igual mês do ano passado. Entretanto, as fabricantes de caminhões registraram aumento expressivo contra dezembro, passando de 3,7 unidades para 8,4 mil. Ainda no segmento de pesados, a produção de ônibus subiu 2,1%, para 2,48 unidades. No segmento de leves, a produção diminuiu 12,3% em janeiro, para pouco mais de 193,8 mil automóveis e comerciais leves.

Os estoques, segundo a Anfavea, recuaram de 351 mil unidades em dezembro para 318,5 mil em janeiro. “Considerando a média de vendas, o estoque de janeiro ficou em 38 dias, sendo 30 dias para as concessionárias e sete dias para a fábrica”, complementa Moan.

Os dados mostram ainda que na passagem de dezembro para janeiro o setor demitiu cerca de 400 pessoas ao somar 144,1 mil postos de trabalho no fim de janeiro.

Moan afirma que a entidade já esperava por um primeiro trimestre “extremamente difícil”, o que parece pode se confirmar dado os números consolidados de janeiro. Contudo, o representante das montadoras reforça a projeção da entidade para a indústria nacional: “Acreditamos que o segundo semestre ainda será difícil, mas a expectativa é de que o segundo semestre seja de recuperação. Com isso mantemos a projeção de crescer 4,1% na produção este ano, que será puxada principalmente pela redução da participação dos importados no mercado nacional”.

Ele cita fatores como as medidas estruturantes e de ajustes da situação fiscal determinadas pelo governo, que devem gerar um melhor nível de confiança do investidor, tanto nacional quanto estrangeiro, o que para Moan, também impactará no nível de consumo.

Assista à entrevista exclusiva com Luiz Moan, presidente da Anfavea: