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Giovanna Riato, AB
Com 261,1 mil unidades em setembro, a produção de veículos colocou o pé no freio e sofreu retração de 19,7% na comparação com agosto. Houve queda também no reajuste anual, de 6,2%. O único dado positivo foi o do acumulado do ano, quando a fabricação acelerou 3,3% e somou 2,6 milhões de unidades.
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A Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, afirma que os números negativos são uma questão de sazonalidade e não representam motivo para preocupação. “Nos últimos cinco anos sempre houve queda na produção em setembro”, lembra o vice-presidente da entidade, Luiz Moan, que substituiu o presidente Cledorvino Belini na coletiva de imprensa desta quinta-feira, 6.
O executivo destacou que o mês foi de negociações trabalhistas, com paralisações em montadoras e empresas de autopeças, e destacou ainda que muitas companhias que interromperam a produção emendaram o feriado do dia 7 de setembro.
Apesar de não ter sido enumerado pela associação, outro motivo para a baixa é a base de comparação forte de agosto, quando foram fabricados 325,3 mil veículos, o maior volume da história. A aceleração das linhas de montagem aconteceu de forma inesperada, já que em setembro as montadoras chegaram a conceder férias para reduzir estoques. Na coletiva de imprensa anterior, a Anfavea afirmou que a produção do período provavelmente foi planejada entre maio e junho, diante de outro cenário.
A entidade avisou que, no próximo encontro com a imprensa, em novembro, pode revisar para baixo a projeção de produção de veículos para este ano. “Por conta do cenário internacional, vamos rever a expectativa de exportação e isso vai impactar na produção”, explica Moan. Até lá a entidade mantém a previsão de que a indústria montará de 3,42 milhões de veículos no ano, com expansão de 1,1% sobre o resultado de 2010.
Assista à entrevista exclusiva com Luiz Moan, vice-presidente da Anfavea:
