O volume maior da produção reflete as exportações, que também apresentaram alta em janeiro ao embarcar quase 9 mil veículos, uma melhora de 17,4% na comparação anual. Deste total, 63% tiveram o Brasil como destino. No entanto, o número significou queda de 54% quando comparado com os embarques de dezembro.
Contudo, as montadoras instaladas na Argentina preferem esperar até o fim do primeiro trimestre para divulgar suas projeções para 2020. A cautela se deve ao mercado interno ainda enfraquecido com a crise local. No primeiro mês do ano, as vendas no atacado (da montadora para as redes de distribuição) somaram 25,7 mil unidades, uma queda de 14,4% sobre janeiro de 2019. Com relação a dezembro, as vendas recuaram 17,4%.
“Dada a sazonalidade habitual dos primeiros meses do ano, fortemente marcada pelo calendário de paradas técnicas e férias nas fábricas, entendemos que é prematuro fazer projeções até o fechamento do primeiro trimestre”, justifica Gabriel López, presidente da Adefa. |
O executivo reforçou que a entidade continuará seu trabalho agora junto ao novo governo federal argentino bem como os governos estaduais a fim de criarem uma agenda conjunta que articula os setores público e privado para reverter os índices negativos do setor.
Parte deste esforço já está sendo feito a partir da apresentação de um Plano Estratégico da Indústria Automotiva 2030 (leia aqui), programa que visa estimular o setor no país, a exemplo do Brasil que adotou o programa Rota 2030.
