O desempenho se deve ao aumento das exportações: no mesmo intervalo, o país vizinho embarcou 34,1% mais veículos do que há um ano, para um total de 175 mil. Deste total, 71,4% – 124,9 mil – foram destinados ao Brasil. A mesma proporção existe na via inversa: de tudo o que exporta, a indústria automotiva brasileira destina cerca de de 70% ao mercado argentino.
Por outro lado, as vendas internas no atacado (para concessionários) seguem em queda. Nos oito meses do ano completos em agosto, os negócios diminuíram 7,8% na comparação anual, passando de 564,2 mil para 520,4 mil. Deste total, apenas 147,5 mil são de veículos produzidos na própria Argentina. Isso representa 10,7% menos do que o volume de vendas de carros nacionais vendidos às redes de distribuição.
Embora a produção e as exportações encerram o período em alta, este comportamento ainda não reflete a mudança de cenário na Argentina e a implementação das novas medidas anunciadas nas últimas semanas, como a retirada das restituições e as novas tarifas de exportação. O presidente da Adefa, Luis Fernando Peláez Gamboa, destaca que o setor compreende o grau de dificuldade econômica pelo qual o país está passando e entende o esforço que deve ser feito para alcançar o objetivo proposto de equilíbrio. fiscal.
“Considerando o perfil de exportação de nossa indústria, entendemos que a implementação dessas novas medidas terá efeito tanto no nível de atividade quanto nas nossas perspectivas de médio prazo. Embora hoje os números de produção e exportação de agosto não reflitam o impacto das medidas, estamos justamente analisando esse processo. Trabalhamos para determinar qual é o alcance que elas terão em nosso setor e quais as ações que devem ser implementadas no novo contexto”, Gamboa declarou em nota.