
Com relação a abril, a produção cresceu 7,6%, mas mesmo com dois dias úteis a mais que o mês anterior, a média diária de maio caiu 2,1%, para 12,7 mil unidades em cada um dos 22 dias, enquanto abril, com 20 dias úteis, teve média diária de 13 mil veículos produzidos. Para o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, dois fatores influenciaram nos resultados: os estoques baixos de 2011, que aceleraram a produção naquele ano, e um abril (de 2012) fraco em vendas, que aumentou o estoque, e por consequência, reduziu o ritmo das linhas.
O segmento de veículos comerciais pesados puxou para baixo o desempenho da indústria no período acumulado. Em caminhões houve retração de 32,8% na comparação com 2011, para 54,1 mil unidades, enquanto ônibus, com 12,3 mil unidades, retraíram quase no mesmo nível, em 31%. Automóveis e comerciais leves caíram 7,8%, para 1,2 milhão de unidades.
Belini revelou que a preocupação do setor se concentra no segmento de comerciais pesados, principalmente caminhões. No mês passado, algumas montadoras adotaram medidas como férias coletivas e redução da jornada para adequar seus estoques. “Pode ser que ainda tenhamos algum tipo de parada ou algum movimento pontual de PDV (Planos de Demissões Voluntárias).”
Em abril, o estoque de veículos somou 366,5 mil unidades em pátio; em maio foram 409,4, com média de 43 dias nos dois meses. “As vendas do primeiro dia de junho já sinalizam estoque abaixo de 40 dias”, diz Belini.
A Anfavea anunciou que prefere aguardar o fim do semestre para reavaliar suas projeções para 2012. A entidade espera que o setor produza 3.475 milhões de veículos, entre leves e comerciais pesados, o que representaria incremento de 2% sobre 2011. O volume não inclui CKD. Atualmente, a indústria nacional trabalha com 70% a 75% de sua capacidade instalada, informou Belini.
Assista abaixo a entrevista exclusiva de Cledorvino Belini a ABTV sobre o desempenho do mercado: