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Produção desacelera junto com vendas

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Giovanna Riato

06 mai 2011

3 minutos de leitura

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Giovanna Riato, AB

A Anfavea, associação que reúne os fabricantes de veículos, registrou desaceleração de 4,9% na produção do setor abril na comparação com março, para 280.128 unidades. “Há um desaquecimento puxado pelos segmentos de automóveis e comerciais leves”, avalia Cledorvino Belini, presidente da entidade.

No acumulado do ano o resultado é positivo em 4,1% sobre o mesmo período de 2010, com 1,105 milhão de veículos. Comparando o mês passado com abril de 2010 o avanço foi de 1,9%. O resultado foi motivado pela redução no ritmo de vendas de veículos leves em consequência das medidas tomadas pelo governo para diminuir o consumo, com o aumento do compulsório para financiamentos de longo prazo e a recente alta do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Os emplacamentos de veículos caíram 5,5% no mês passado em relação a março, para 289.189 unidades. No reajuste anual o volume é 4,1% maior e, no total do primeiro quadrimestre do ano, as vendas avançaram 4,6% para um total de 1,114 milhão. Belini afirma que, apesar da baixa, a média diária de vendas foi maior em abril. “Houve expansão de 4,4% se considerarmos o mesmo número de dias úteis”, defende.

Pesados

O setor de caminhões teve retração de 7% em relação a março e de 0,8% sobre abril de 2010, com 13.512 unidades. No entanto, foi registrado incremento de 2,8% na média diária de vendas. Nos quatro primeiros meses do ano houve expansão de 18,4% nos emplacamentos, para 53.013 veículos.

As vendas de ônibus caíram 4,3% entre março e abril, com 2.766 unidades. Os indicadores são positivos em relação ao ano passado, com alta de 18,2% sobre abril de 2010 e de 22,4% no acumulado do ano.

Projeção

A Anfavea aponta como responsáveis pelo desempenho de abril as novas condições para a obtenção de crédito e a alta de 2,4% nos juros. A inadimplência é um dos aspectos positivos, já que o número continua em baixa no setor, próximo de 3%, enquanto o índice geral de todos os bens aponta para 5,9%. O fator negativo fica por conta do Índice de Confiança do Consumidor, que apresentou queda em abril. “Este indicador é preocupante”, alertou Belini.

Apresar da mudança de cenário, a entidade decidiu manter as projeções de desempenho para o setor este ano. A expectativa é que o mercado interno de veículos avance 5% para 3,69 milhões de unidades enquanto a produção cresça 1,1%, com 3,42 milhões de veículos saídos das linhas de montagem. “Até agora estávamos crescendo de acordo com a expectativa”, avalia o presidente da entidade.

O executivo deu pistas de que uma revisão das expectativas poda ser feira até o final do primeiro semestre mas afirmou que a associação vai esperar o ‘cenário se consolidar’.