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Produção em países emergentes avançará

Mário Curcio, AB
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11 abr 2011

2 minutos de leitura

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Ao apresentar alguns números significativos, Marcelo Cioffi, sócio-diretor da PricewaterhouseCoopers, mostrou que os níveis de produção da indústria automobilística apresentaram retomada em 2010, após um 2009 com forte reflexo da crise econômica mundial.

Cioffi enfatizou que os mercados emergentes terão mais peso na produção mundial e usou como exemplo um dos Brics: “Até 2013, a Índia deve adicionar 2,7 milhões de unidades à capacidade que tem atualmente. Serão basicamente produtos  subcompactos, que vão fazer a diferença naquele país”, diz Cioffi. Ele acredita que os governos desses mercados continuarão dando incentivos à indústria automobilística. Produtos de baixo custo e atenção aos movimentos de globalização e exportação fazem parte desse cenário.

Cioffi explorou também os números dos países asiáticos: “A Coreia do Sul tem um mercado que não cresce, que envelhece a cada dia, de 1,5 milhão de unidades. Mas tem capacidade produtiva de quase 5 milhões de unidades. Esse continuará sendo um país que depende muito de suas exportações. E permanecerá focando em mercados em crescimento”, diz Cioffi, apontando o Brasil como alvo dos produtos sul-coreanos. Em sua apresentação, Cioffi destacou que outros mercados asiáticos apresentam crescimento significativo, citando Tailândia, Indonésia, Malásia e Taiwan.

Sobre a Rússia , ele enfatiza que aquele foi um mercado bastante afetado em 2009: “Mas o seu governo agiu rápido e em 2010 colocou vários programas de reciclagem de automóveis e de renovação de frota, que fizeram com que se recuperasse. É um mercado que tende a voltar a crescer e atingir uma produção de 5 milhões de veículos em 2017”, acredita Cioffi.

Em suas ponderações, o sócio-diretor da PricewaterhouseCoopers recordou que o Brasil hoje é o quarto maior mercado, mas o sexto maior produtor, e que nos últimos dez anos as vendas cresceram 8,9% ao ano em média, enquanto as importações aumentaram 14,3% no mesmo período. Para ele, isso mostra que o Brasil precisa ser competitivo localmente e garantir sua capacidade de exportar. Essa capacidade também passa pela inovação e tecnologia.

Marcelo Cioffi, sócio-diretor da PricewaterhouseCoopers (foto: Ruy Hizatugu)