
Com uma linha divisória marcada em 50 pontos, a escala indica aumento da produção frente ao mês anterior quando a pontuação for acima desse número. Se for abaixo de 50 pontos, indica queda.
“Isso demonstra que a produção está ‘despiorando’”, disse à Agência Brasil o especialista de Políticas e Indústria da CNI, Marcelo Azevedo.
O indicador relativo ao número de empregados cresceu com relação a dezembro, passando de 46,4 para 48 pontos, mantendo-se abaixo dos 50 pontos.
Ainda segundo a sondagem, a utilização da capacidade instalada repete o mesmo patamar de dezembro (70%). Já a capacidade instalada usual (a sazonal) relativa ao mês de janeiro apresentou aumento de 1,3 ponto, passando de 41,7 para 43 pontos. A CNI, no entanto, destaca que apesar do crescimento deste índice, ele também se encontra abaixo da linha divisória, indicando que a atividade industrial permanece desaquecida.
A CNI constatou que os estoques efetivos saíram da situação de equilíbrio registrada em dezembro (50,6 pontos) e estão aquém do desejado (49,2 pontos). “Na medida em que o estoque está abaixo do planejado, sua recomposição provavelmente dependerá de um aumento da produção e consequentemente da capacidade instalada. Essa é uma tendência de que aconteça a partir do mês que vem”, avalia Azevedo.
Já a expectativa dos empresários para os próximos seis meses está mais otimista e positiva em todos os aspectos, se comparadas a dezembro. No que se refere à demanda, registrou 57,9 pontos em janeiro; no relativo ao volume das exportações, 53,1 pontos; no que se refere a compras de matérias-primas, 55,6 pontos; e no que se refere à contratação de empregados atingiu 51,1 pontos. Todos os valores estão acima dos 50 pontos, indicando expectativa positiva.
A Sondagem Industrial foi feita entre 3 e 13 de fevereiro com 2.098 empresas. Destas, 816 são de pequeno porte, 767 médias e 515 de grande porte.