Este foi o quinto mês consecutivo de queda na comparação interanual, de forma que o primeiro trimestre foi encerrado com forte queda de 14,7% ante mesmo período do ano passado e de 7,9% em relação ao quarto trimestre de 2008. Essa seqüência de quedas interanuais trouxe a variação acumulada dos últimos doze meses para o terreno negativo (-2,9%), lembrando que há apenas cinco meses este cálculo era de +5,9%.
Segundo ainda o DPEE do Bradesco, de um modo geral a produção industrial do primeiro trimestre de 2009 tem mostrado desempenho bastante enfraquecido e recuperou-se muito pouco frente à forte queda ocorrida entre outubro e dezembro de 2008.
O calculo do hiato da PIM1 expressa esse movimento, mesmo com esses três meses de crescimento da indústria na margem, ainda estamos muito abaixo do potencial de crescimento da produção industrial. Esse resultado deve ser o maior responsável pela queda para o PIB do primeiro trimestre de 2009 (preliminarmente de -1,3%), causando uma recessão “técnica” no Brasil.