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Produção na Argentina em julho é quase igual a 2019, mas volumes seguem baixos

A produção de veículos na Argentina em julho voltou a níveis muito parecidos com os do ano passado, embora os volumes do setor continuem muito baixos, afetados não só pela pandemia de coronavírus este ano, mas também pela recessão econômica que vem se arrastando no país desde 2018.
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Redação AB

05 ago 2020

2 minutos de leitura

A Adefa, associação que reúne os fabricantes na Argentina, divulgou na quarta-feira, 5, os resultados consolidados da indústria. Em julho, com 21 dias de trabalho, as fábricas no país montaram 21.316 veículos, o que representou alta de 36,1% sobre junho e pequena baixa de 1,5% na comparação com o mesmo mês de 2019.

No acumulado de sete meses a produção de 107.755 unidades apresenta retração de 41,1% em relação ao mesmo período do ano passado. A Adefa pondera que o desempenho anual foi fortemente afetado pelas medidas de isolamento social adotadas pelo governo argentino para conter a pandemia de coronavírus no país, que paralisaram as fábricas por mais de 40 dias, provocando a acentuada redução de veículos produzidos em 2020.

Quase metade da produção argentina foi exportada em julho, com 9.612 veículos embarcados a outros países (66,4% deles para o Brasil). O número é 39,8% maior do que o verificado em junho e 51,7% abaixo de julho de 2019. No acumulado do ano as exportações argentinas somam 62.834 unidades, em queda acentuada de 50,8% sobre o mesmo intervalo do ano passado.

Em julho as montadoras faturaram aos concessionários na Argentina o total de 22.475 carros e veículos comerciais, em recuo de 5,5% sobre junho e 42,7% abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado. Em sete meses a indústria mandou 145.633 unidades às lojas, em queda de 35,7% ante igual período de 2019.

PLANO DE DESENVOLVIMENTO ATÉ 2030

O presidente da Adefa, Daniel Herrero, defende que a indústria deve retomar as negociações com governo e sindicatos iniciada no ano passado para desenhar um plano de desenvolvimento para a cadeia automotiva no país até 2030. “É necessário continuar nesse caminho com o objetivo de implementar medidas que permitam ao setor avançar com desenvolvimento sustentável”, declarou.

Nesse sentido, Herrero destacou que a representantes da Adefa já vêm mantendo reuniões com o Ministério do Desenvolvimento Produtivo da Argentina para trabalhar no plano de desenvolvimento.

O dirigente também revelou que estão em curso negociações com a chancelaria argentina e embaixadores de países da América Central para aumentar o acesso a esses mercados.