A Adefa, associação que reúne os fabricantes na Argentina, divulgou na quarta-feira, 5, os resultados consolidados da indústria. Em julho, com 21 dias de trabalho, as fábricas no país montaram 21.316 veículos, o que representou alta de 36,1% sobre junho e pequena baixa de 1,5% na comparação com o mesmo mês de 2019.
No acumulado de sete meses a produção de 107.755 unidades apresenta retração de 41,1% em relação ao mesmo período do ano passado. A Adefa pondera que o desempenho anual foi fortemente afetado pelas medidas de isolamento social adotadas pelo governo argentino para conter a pandemia de coronavírus no país, que paralisaram as fábricas por mais de 40 dias, provocando a acentuada redução de veículos produzidos em 2020.
Quase metade da produção argentina foi exportada em julho, com 9.612 veículos embarcados a outros países (66,4% deles para o Brasil). O número é 39,8% maior do que o verificado em junho e 51,7% abaixo de julho de 2019. No acumulado do ano as exportações argentinas somam 62.834 unidades, em queda acentuada de 50,8% sobre o mesmo intervalo do ano passado.
Em julho as montadoras faturaram aos concessionários na Argentina o total de 22.475 carros e veículos comerciais, em recuo de 5,5% sobre junho e 42,7% abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado. Em sete meses a indústria mandou 145.633 unidades às lojas, em queda de 35,7% ante igual período de 2019.
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PLANO DE DESENVOLVIMENTO ATÉ 2030 |
O presidente da Adefa, Daniel Herrero, defende que a indústria deve retomar as negociações com governo e sindicatos iniciada no ano passado para desenhar um plano de desenvolvimento para a cadeia automotiva no país até 2030. “É necessário continuar nesse caminho com o objetivo de implementar medidas que permitam ao setor avançar com desenvolvimento sustentável”, declarou.
Nesse sentido, Herrero destacou que a representantes da Adefa já vêm mantendo reuniões com o Ministério do Desenvolvimento Produtivo da Argentina para trabalhar no plano de desenvolvimento.
O dirigente também revelou que estão em curso negociações com a chancelaria argentina e embaixadores de países da América Central para aumentar o acesso a esses mercados.
