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Segundo a associação, em abril havia ocorrido uma forte queda na produção para que as fábricas se adequassem ao mercado. “Em maio ela retomou a patamares suficientes para atender a demanda e recompor os estoques que estavam abaixo das necessidades para alguns modelos”, diz o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian.
A fraco desempenho do setor compromete a produção até mesmo de modelos colocados recentemente no mercado. A Dafra lançou em 2015 duas motos KTM de pequeno e médio portes, 200 Duke e 390 Duke, que são vendidas na rede Dafra e também nas lojas dedicadas somente à marca austríaca. A produção das duas juntas foi de somente 309 unidades neste ano.
No Salão Duas Rodas, em outubro do ano passado, a Dafra apresentou a moto Horizon 150, uma custom de baixa cilindrada. Mas nem o fator novidade nem a falta de concorrentes embalaram suas vendas e até maio o modelo teve apenas 168 unidades produzidas.
Ainda na linha Dafra, o Cityclass 200, lançado há menos de um ano e meio, teve só 48 unidades montadas em 2016, apesar de se tratar de um scooter, segmento que ganha espaço nas grandes cidades. Outro modelo do segmento com baixa produção em 2016 foi o Suzuki AN 125 Burgman. Foram fabricadas apenas 360 unidades em 2016, equivalentes a 72 unidades mensais em média, apesar de este ser o segundo modelo Suzuki mais emplacado da marca atualmente.
A soma de todas as motocicletas Suzuki produzidas em 2016 foi de pouco mais de 4 mil modelos, uma média de 800 por mês. Em seu melhor ano, 2008, quando ocupava o terceiro lugar em vendas e tinha 7,4% do mercado, a Suzuki registrou produção média mensal superior a 11 mil unidades.
Da Kawasaki também patina a Z300, uma naked lançada em 2015 e equipada com o motor semelhante ao da Ninja de mesma cilindrada. Neste ano a moto teve 50 unidades fabricadas. E a produção total da Kawasaki de janeiro a maio foi de 1.142 motocicletas. Em seu melhor ano no País, 2011, a Kawasaki produziu 967 motocicletas por mês.
EXPORTAÇÕES CRESCEM
Embora com pequenos volumes, a exportação de motos registra no acumulado do ano 23,5 mil unidades e alta de 83,9% sobre o mesmo período de 2015. O crescimento reflete a melhora dos negócios efetivados com a Argentina.