
Segundo a entidade, nos oito meses de 2013, as importações subiram 14,2% ao atingirem 19,26 milhões de unidades, volume que não inclui pneus destinados a veículos de duas rodas. Os importados representaram 39% do consumo aparente, calculado pelo setor pela soma dos pneus produzidos para o mercado mais as importações.
O presidente executivo da ANIP, Alberto Mayer, comenta em nota que aguarda ações por parte do governo para alavancar a competitividade do setor:
“Estamos avaliando com o governo federal medidas que possibilitem ampliar a competitividade dos fabricantes do País, para dar continuidade ao importante programa de investimentos que vem sendo efetuado, sem correr o risco de estar investindo em capacidade ociosa. E também para atrair novos investimentos necessários para acompanhar o projetado crescimento do setor automotivo brasileiro, previsto no projeto do Inovar-Auto.”
Na balança comercial do setor, o déficit chegou a US$ 224,73 em agosto: as importações totais cresceram 7,8% (30,26 milhões de unidades) entre janeiro e agosto deste ano sobre idêntico período de 2012, enquanto as exportações recuaram 11,3% (8,96 milhões de pneus).
“Houve forte crescimento das importações neste início do ano e este déficit no fim de agosto é 219% maior do que em todo o ano passado”, acrescenta o presidente da ANIP.
A ANIP representa dez empresas do setor, que juntas têm 17 fábricas no País: sete em São Paulo, três no Rio de Janeiro, duas no Rio Grande do Sul, três na Bahia, uma no Paraná e uma no Amazonas. O setor conta com uma rede com pouco mais de 4.500 pontos de vendas em todo o País.