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Giovanna Riato, AB
As projeções da Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, indicam que produção vai crescer um tímido ponto percentual este ano. Indo contra esta estimativa, a entidade apresentou nesta quinta-feira, 7, o resultado recorde de 902.148 veículos montados no primeiro trimestre deste ano, com expansão de 7,9% sobre o volume de 2010.
Mesmo com o resultado positivo, a associação acredita que ainda é cedo para fazer uma revisão da expectativa de produzir 3,68 milhões de veículos este ano. “Este crescimento está perdendo o vigor”, alerta Cledorvino Belini, presidente da entidade. O aviso vem depois de uma desaceleração no mês de março de 0,4% sobre fevereiro e de 6% no reajuste anual, com a montagem de 319.363 unidades.
A queda pode ser um dos sintomas da crise de competitividade que o setor automotivo vem enfrentando, com o aumento da presença de veículos importados no mercado nacional e a queda das exportações brasileiras. Entre janeiro e março, as vendas externas cresceram 14,3% sobre 2010, para 195 mil unidades. A recuperação é significativa mas talvez não o suficiente para que as exportações do setor caminhem para retomar os 30,7% que tinham de participação na produção nacional em 2005.
Capacidade industrial
Cledorvino Belini lembra que ter escala de produção é um dos pontos essenciais para garantir a competitividade dos veículos produzidos no Brasil. “Atualmente o País tem capacidade para mais de 4,5 milhões de veículos por ano”, conta.
Segundo ele, é necessário ampliar este número para entre 5 ou 6 milhões de unidades/ano de capacidade instalada. O volume não está tão distante, com os mais de R$ 40 bilhões em investimentos anunciados no setor automotivo até 2015 não será difícil alcançar a marca.
