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Produção segue em queda acima de 20%

A discreta melhora das vendas domésticas em julho e a persistente alta das exportações ainda estão longe de serem suficientes para preencher a enorme ociosidade das fábricas brasileiras de veículos, que passa de 50% na média geral e fica acima de 70% no caso dos fabricantes de caminhões. De janeiro a julho a produção de veículos no Brasil somou 1,2 milhão de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, o que representa retração ainda acima de 20% em comparação com 2015, que já foi um ano de expressiva baixa do ritmo produtivo. Em julho foram produzidos 189,9 mil veículos, em avanço de 4,7 sobre junho mas redução de 15,3% diante do mesmo mês do ano passado.
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pedro

04 ago 2016

2 minutos de leitura

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Veja aqui os dados completos da Anfavea
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“Houve problemas pontuais de quebra na produção de alguns fabricantes”, lembrou Antonio Megale, presidente da Anfavea, a associação das montadoras instaladas no País. Ele se referiu às já frequentes suspensões de entrega de bancos da Keiper à Volkswagen e Fiat, que voltaram a paralisar algumas linhas. “Mas o ritmo das fábricas continua a refletir o desempenho mercado interno e melhora um pouco com o aumento das vendas”, acrescentou Megale.

CORTES DE PESSOAL

Segundo ele, a maioria das empresas associadas continua com altos níveis de ociosidade, por isso adotam os instrumentos disponíveis de flexibilização para evitar demissões. Mesmo assim o nível de emprego nas montadoras continua em queda. Julho terminou com 126,8 mil empregados nas fábricas, número 0,9% menor do que um mês antes, ou com cerca de mil pessoas a menos. A baixa é de 6,6% na comparação anual, com o fechamento de 8,9 mil vagas no período.

Mas o potencial de demissões é bem maior. A Anfavea calcula que no momento existem 21 mil trabalhadores em regime de redução de jornada e salário, o PPE, e outros 5 mil em layoff (suspensão temporária do contrato de trabalho por até cinco meses). Existem também empresas que têm funcionários afastados por conta própria – como por exemplo a Mercedes-Benz, que desde fevereiro mantém 1,4 mil pessoas em licença remunerada por tempo indeterminado e informou que pretende demitir 1,8 mil até o fim deste mês.

ESTOQUES

Com a leve melhora das vendas no mês passado os estoques também recuaram na mesma proporção. O número de veículos prontos à espera de compradores caiu de 225,6 mil em junho para 222,2 mil em julho, o que representa 37 dias de vendas, contra 39 no mês anterior.

“Os estoques ficaram estáveis, mas em nível considerado ainda alto. Existe ainda esforço para reduzir esse volume”, afirma Megale.

Assista abaixo a cobertura exclusiva da ABTV sobre o desempenho do mercado