
–Veja aqui os dados completos da Anfavea
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“Houve problemas pontuais de quebra na produção de alguns fabricantes”, lembrou Antonio Megale, presidente da Anfavea, a associação das montadoras instaladas no País. Ele se referiu às já frequentes suspensões de entrega de bancos da Keiper à Volkswagen e Fiat, que voltaram a paralisar algumas linhas. “Mas o ritmo das fábricas continua a refletir o desempenho mercado interno e melhora um pouco com o aumento das vendas”, acrescentou Megale.
CORTES DE PESSOAL
Segundo ele, a maioria das empresas associadas continua com altos níveis de ociosidade, por isso adotam os instrumentos disponíveis de flexibilização para evitar demissões. Mesmo assim o nível de emprego nas montadoras continua em queda. Julho terminou com 126,8 mil empregados nas fábricas, número 0,9% menor do que um mês antes, ou com cerca de mil pessoas a menos. A baixa é de 6,6% na comparação anual, com o fechamento de 8,9 mil vagas no período.
Mas o potencial de demissões é bem maior. A Anfavea calcula que no momento existem 21 mil trabalhadores em regime de redução de jornada e salário, o PPE, e outros 5 mil em layoff (suspensão temporária do contrato de trabalho por até cinco meses). Existem também empresas que têm funcionários afastados por conta própria – como por exemplo a Mercedes-Benz, que desde fevereiro mantém 1,4 mil pessoas em licença remunerada por tempo indeterminado e informou que pretende demitir 1,8 mil até o fim deste mês.
ESTOQUES
Com a leve melhora das vendas no mês passado os estoques também recuaram na mesma proporção. O número de veículos prontos à espera de compradores caiu de 225,6 mil em junho para 222,2 mil em julho, o que representa 37 dias de vendas, contra 39 no mês anterior.
“Os estoques ficaram estáveis, mas em nível considerado ainda alto. Existe ainda esforço para reduzir esse volume”, afirma Megale.
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