
O executivo entende que o empenho do governo em reduzir o custo de aquisição dos produtos Euro 5, por meio do corte do juro do BNDES Finame para 5,5% ao ano, praticamente tornou os novos caminhões equivalentes em preço aos Euro 3 que foram produzidos até dezembro passado. “Ficamos otimistas a partir daí (com o anúncio da linha de financiamento mais barata, no fim de maio). Os estoques vão cair e a atividade será retomada à medida que se fortaleçam os fundamentos da economia”, avalia. Mas Cortes projeta, contudo, que ainda levará um certo tempo para essa recuperação acontecer plenamente.
Para Cortes, um dos principais desafios para o mercado de caminhões voltar a funcionar é destravar o segmento de usados, que também depende do crédito bancário. “As operações do BNDES e bancos associados já estão funcionando bem, mas o mesmo não ocorre com bancos intermediários no financiamento de caminhões usados”, explica.
Ele esteve na ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e disse ter ficado bem impressionado com o trabalho de nomeação de postos que vendem o diesel S50 (com baixo teor de enxofre e fundamental para o funcionamento dos motores Euro 5), e a fiscalização sobre isso. “O diesel limpo já está disponível em todo o território, assim como o Arla (solução de ureia necessária para fazer funcional o catalisador SCR dos veículos), cujo preço caiu a nível razoável”, assegura.
Assista abaixo a entrevista de Roberto Cortes a ABTV: