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Giovanna Riato, AB
A Anfavea, associação que reúne os fabricantes de veículos, divulgou nesta quinta-feira, 7, os resultados do setor em setembro. Houve queda de 9,1% na produção na comparação com agosto, para 308.149 unidades. Cledorvino Belini, presidente da entidade, explica que a desaceleração é natural para o período, consequência do menor número de dias úteis no mês.
Apesar da baixa, o volume produzido em setembro foi 12,7% maior do que o registrado no mesmo mês de 2009. No acumulado do ano a alta chega a 17,3%.
As vendas tiveram queda de 1,8% sobre agosto e de 0,5% sobre setembro do ano passado, para 307.057. O número positivo foi registrado nas vendas no acumulado do ano, com avanço de 8,7%, com 2,5 milhões de unidades.
Os volumes comercializados também são consequência do menor número de dias úteis do mês. “Na média diária nós tivemos alta 2,8%”, explica Belini. Já a desaceleração sobre o mesmo mês de 2009 foi justificada pela perspectiva de retirada do desconto do IPI, que acelerou as vendas do mesmo mês do ano anterior.
O crédito, que cresceu 15,7% em 2010, junto com o aumento da massa salarial, a queda dos juros e o aumento da confiança do consumidor foram apontados por Belini como os principais motivos para o crescimento das vendas no ano.
Exportação
As exportações do setor cresceram 2,4% sobre o mês anterior em valor, para US$ 1,16 bilhão. No acumulado do ano a alta chega a 62%. Em unidades, o crescimento foi de 76% sobre os primeiros nove meses de 2009. “Ainda temos muito o que fazer para chegarmos ao volume de 2008, estamos com US$ 1,5 bilhão a menos nas exportações”, aponta Belini.
Caminhões
O licenciamento de caminhões não perdeu o fôlego e teve alta de 0,5% sobre agosto e de 50,4% no acumulado do ano, com 112,1 mil unidades. O volume supera o de 2008 e foi impulsionado pelo programa de crédito do BNDES para o setor.
Emprego
O número de empregos teve expansão pelo 15º mês consecutivo, com 1.032 contratações em setembro. “É difícil comparar porque ocorreram muitas mudanças na indústria ao longo do tempo, mas este é o maior volume desde 1991”, revela o presidente da Anfavea.
