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Produtividade e qualidade são focos de montadoras

Para um mercado cujas vendas estimadas são de 3,5 milhões de veículos em 2013, uma das preocupações das montadoras instaladas no Brasil é garantir sua fatia deste bolo com produtos disponíveis e que atendam o perfil e a exigência do consumidor, cada vez mais exigente. Sob este cenário, traçado pelo superintendente do IQA, Mário Guitti, que mediou o painel As novas operações das montadoras de automóveis, o gerente geral de assuntos corporativos, relações governamentais e de recursos humanos da Hyundai do Brasil, Ricardo Martins, e Antonio Damião, diretor adjunto de projetos especiais da Fiat Automóveis, falaram sobre os desafios e planos para as novas fábricas que as duas marcas projetaram para o País durante o Simpósio SAE Brasil Manufatura, realizado na segunda-feira, 15, em São Paulo.
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Redação AB

15 abr 2013

3 minutos de leitura

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O executivo da Fiat observa que competitividade exige inovação e é este o caminho que a empresa segue para conceber seu novo polo produtivo que está em fase de construção na cidade de Goiana, a 62 quilômetros da capital Recife (PE). A unidade, cujas operações estão previstas para o início de 2015, nascerá com o conceito World Class Manufacturing (WCM), metodologia aplicada globalmente pelo grupo focada na eliminação de perdas e desperdícios e na melhoria contínua da qualidade, eficiência e segurança nas linhas de produção.

“Os produtos que a Fiat fará em Pernambuco também nascerão dentro da lógica do Inovar-Auto, que exige, entre outros itens, inovação e maior eficiência energética, e isso inclui a fábrica de motores que o polo vai ter”, afirma Damião.

Ele acrescenta que a regulamentação do Inovar-Auto é extremamente positiva para a evolução da indústria nacional. A partir do conceito que a montadora adotou, de aprender com os erros, a fábrica pernambucana utilizará processos modernos que segundo Damião, garantirão uma produção eficaz e de qualidade, dentro dos padrões do grupo e do Inovar-Auto.

O desafio de construir e conceber uma fábrica moderna já foi ultrapassado pela Hyundai, que agora busca pelo que a montadora chama de consolidação da produção. Para Martins, o sucesso do HB20 exigiu a antecipação do processo de introdução de novos turnos: “Inauguramos a fábrica oficialmente em novembro, logo passamos para o segundo turno e agora, entramos em uma nova etapa: há duas semanas, anunciamos a contratação de mais 700 pessoas para a abertura do terceiro turno”, conta.

A consolidação da produção, segundo o executivo, é cadenciar o ritmo da linha de montagem nos três períodos. “Nossa produção é focada em qualidade, não em quantidade, por isso é feita por fases: inauguramos o primeiro turno, nos sentimos confortáveis com ele, partimos para o segundo e agora, o terceiro segue a mesma concepção. Os novos funcionários serão treinados tanto no primeiro quanto no segundo turno, durante o mês de agosto para começar seu trabalho em setembro”, explica. A unidade de Piracicaba produz 34 veículos por hora e está prestes a alcançar seu limite de capacidade, de 150 mil veículos, já que as vendas do modelo estão alcançando a média de 12,5 mil unidades por mês.

Segundo Martins, a fila de espera do HB20 está no patamar da média do mercado, “algo como 30 dias”. Mas pelo menos por enquanto, a produção brasileira da Hyundai ainda terá o HB20 como protagonista: o executivo afirma que não há informações por parte da matriz sobre um novo produto que deverá dividir as linhas de montagem de Piracicaba com o HB20. Ele informa que outros produtos da gama, incluindo o i30, não estão em questão e descarta uma produção conjunta com a Kia, uma das marcas do Grupo Hyundai.

“Não há planos de quando poderemos ter um novo projeto em Piracicaba, mas o futuro da fábrica é enorme, temos capacidade para crescer.”