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Produtividade em alta, gastos em baixa

Apesar de todos os obstáculos que o Brasil encontra, como a área logística, carga tributária e câmbio desfavorável à exportação, há ganhos evidentes em produtividade. O País mais que dobrou a produção de veículos nos últimos 16 anos com o mesmo número de funcionários tanto no setor de autopeças quanto nas montadoras.
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Redação AB

16 nov 2010

2 minutos de leitura

Esses ganhos foram obtidos nas áreas de engenharia, com novos materiais e projetos
mais racionais, e na área industrial, com aumento da automação, processos mais eficientes, terceirizações e ganhos de escala.

Também é evidente os ganhos logísticos com fornecedores mais próximos da produção dos veículos.

Produtividade

Os gráficos abaixo mostra que o total de empregados nos setores de autopeças (afiliados do Sindipeças) e de produção de veículos (afiliados da Anfavea), tem se mantido constante nos últimos quinze anos, apesar da evolução na produção de veículos.

O gráfico abaixo mostra a expansão da produção por empregado do setor a partir de 1994. Os dados apontam que, a partir de 2007, produzimos mais que
o dobro de veículos por empregado na comparação com 1994.


Investimentos

Da mesma maneira que a produtividade aumentou, os investimentos no setor
de autopeças e montadoras também estão mais eficientes. Ao corrigir os investimentos pela inflação em dólar (linha verde do gráfico abaixo) é possível concluir que os montantes atuais são quase iguais aos da década de 90, mas trazem maiores volumes de produção e uma diversidade maior de modelos de veículos.

Ao manter a produção em volumes altos, a indústria utiliza ao máximo a capacidade
produtiva instalada e minimiza o investimento feito por veículo. Portanto, estamos gastando menos por veículo produzido.

Com essa melhoria de produtividade e investimentos o setor automotivo demonstra que muito foi feito, mas ainda há muito a se fazer para sermos cada vez mais competitivos em face da forte concorrência global.