Segundo o relatório da CNI, o baixo índice contribuiu para o País também registrasse na década o maior Custo Unitário do Trabalho (CUT), que usa o dólar como base. A medida, que representa o custo do trabalho para se produzir um bem, aumentou 9% ao ano entre 2002 a 2012 no Brasil, um dos quatro países onde o indicador subiu, incluindo a Austrália, que registrou alta de 5,3% ao ano.
Por outro lado, Taiwan e Estados Unidos reduziram o custo em 6,2% e em 5,2% ao ano, respectivamente. A queda nos demais mercados foram ajudadas pelo maior aumento da produtividade no período e também pelos reajustes menores no salário médio real, além das apreciações mais suaves na taxa de câmbio, as três variáveis analisadas para o cálculo do CUT de um país.
“Além de ter tido o menor crescimento da produtividade do trabalho, tivemos a maior apreciação cambial real e o segundo maior aumento do salário médio real. Precisamos reduzir custos sistêmicos para aumentar a confiança dos empresários e, consequentemente, aumentar os investimentos. Eles são essenciais para termos mais produtividade e entrar em ciclo virtuoso”, afirma o gerente executivo de pesquisa e competitividade da CNI, Renato da Fonseca.
O relatório destaca ainda como as variáveis refletem no custo do trabalho e toma a Coreia do Sul como exemplo: como o Brasil, o país asiático registrou alta no crescimento do salário médio real – aumentou 2,5%, o maior reajuste da lista -, ao mesmo tempo em que a moeda local se desvalorizou em 0,9%. No entanto, em função do maior aumento da produtividade no período – de 6,7% ao ano -, o CUT caiu a uma taxa média anual de 3%, a terceira maior redução, atrás dos Estados Unidos e Taiwan.
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