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Profissionais competentes influenciam a qualidade do produto – por *Mario Guitti

O treinamento realizado pelas empresas bem sucedidas para desenvolver competências essenciais pode ser considerado um dos melhores investimentos que as organizações podem fazer pela qualidade do seu produto. O termo ‘competência essencial’ (core competence) cunhado pelos autores da obra Competindo pelo Futuro, uma das mais influentes em meados de 1990, exprime algo cujo valor é percebido pelo cliente, que diferencia a empresa de seus competidores e que abre portas para o futuro.
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Redação AB

08 abr 2011

3 minutos de leitura

As exigências de crescimento, qualidade e competitividade do mercado globalizado impõem às empresas a necessidade da adoção de modelos de gestão focados na competência de seus colaboradores. A vantagem de trabalhar com esse conceito é que ele permite direcionamento de foco e concentração de energias no que é necessário para que a empresa alcance seus objetivos operacionais e estratégicos.

Frise-se: a concorrência não se limita a grandes corporações e marcas mais conhecidas, mas está presente em toda parte. Qualquer que seja o tipo de negócio sobrevive aquele que souber melhor identificar, investir e aproveitar as potencialidades de seus profissionais. Tais qualificações, aliadas às condições oferecidas pela organização para a realização das atividades, é que trazem satisfação aos clientes na forma de produtos e serviços com qualidade.

Evidentemente os recursos de uma empresa têm papel fundamental para o sucesso de seu modelo organizacional. Entenda-se por recursos os ativos, as capacidades, os processos, e o conhecimento, entre outros atributos controlados por ela, e que permitem compreender e colocar em ação as estratégias indispensáveis à sua eficiência no ritmo frenético do mercado.

Vale ressaltar, entretanto, que são as capacidades dinâmicas, como a de integrar, construir e reconfigurar suas competências, que garantirão as respostas necessárias ao enfrentamento das mudanças rápidas do ambiente corporativo. Com as novas tecnologias, métodos e um panorama em constante mutação, a organização precisa estar em aprendizagem todo o tempo, seja pelo conhecimento puro e simples de uma nova ferramenta, por um novo modo de realizar e de comportar-se, ou pela adaptação, com novos papéis a desempenhar e novas funções a exercer.

Algumas vezes é preciso quebrar paradigmas, algo que – diga-se, não é tão difícil para empresas acostumadas a incluir a gestão de competências na administração global do seu negócio. Essa integração transforma a competência em capacidade de ação e deve envolver cada um dos atores da empresa com os objetivos mensuráveis, prazos, e resultados de desempenho, os quais precisam ser divulgados de forma clara para conhecimento de todos. Desse modo, cada um participa com segurança do crescimento da empresa e desenvolve-se juntamente com ela.

Existem normas para garantir que os programas de treinamento das empresas desenvolvam as competências essenciais, e que são largamente aplicadas no setor automotivo. Essas normas estabelecem diretrizes que auxiliam as empresas a identificar as necessidades, projetar, planejar e executar o treinamento, bem como avaliar seus resultados, fazer seu monitoramento e melhorar processos para o alcance dos objetivos.

Como organismo independente de certificação da qualidade, acreditado pelo Inmetro e especializado na área automotiva, o IQA – Instituto da Qualidade Automotiva, alerta para o fato de que ainda há carências na formação de mão de obra nos diversos elos da cadeia, e que precisam ser supridas.

Essa tem sido a missão e desafio do instituto, por meio do nosso calendário de treinamentos, que desenvolvemos conforme as necessidades da cadeia automotiva. O objetivo é auxiliar as empresas a exercerem a qualidade de forma contínua, superando a si próprias a fim de atingir e manter seu diferencial competitivo: uma gestão de qualidade, em toda a sua abrangência, garantindo perenidade e retorno do investimento.

*Mario Guitti é superintendente do IQA – Instituto da Qualidade Automotiva.