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Programa Nacional de Mobilidade dos Idosos pode ser votado semana que vem

Se aprovado, projeto de lei fará com que governo federal arque com despesas de gratuidade no transporte dos mais velhos
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Victor Bianchin

10 fev 2022

2 minutos de leitura

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou ontem que o Programa Nacional de Assistência à Mobilidade dos Idosos em Áreas Urbanas (PNAMI) pode ser votado na Casa na semana que vem. Ele irá submeter à avaliação do colégio de líderes a possibilidade de inclusão do projeto na pauta, mas diz que, “a princípio”, a previsão é a próxima semana.

O PNAMI, referente ao projeto de lei 4.392/2021, é resultado direto da atuação da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), que tem reivindicado junto ao governo federal um subsídio para a gratuidade oferecida por lei aos idosos no transporte municipal. A medida é, na opinião dos prefeitos, uma forma eficiente de mitigar os prejuízos em arrecadação causados pela pandemia de covid-19. O governo federal é contra a iniciativa, apesar de dois Ministérios já terem estudado criar uma proposta sobre o tema.

Influência sobre reajuste das tarifas do transporte público

O anúncio de que o projeto pode ser votado semana que vem aconteceu após uma reunião de Pacheco com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) nesta quarta-feira. Em entrevistas, Nunes afirma que quer saber como será o andamento do projeto antes de definir o reajuste das tarifas do transporte na capital paulista. Ele diz também que, caso o PL não seja aprovado, o aumento planejado pode ficar maior. Por causa da crise, muitos municípios brasileiros começaram 2022 aumentando os preços da passagem de ônibus.

“Se as cidades do Brasil aumentarem a tarifa, aí sim, vai ter repercussão de 1% a 2% na inflação, além de prejudicar diretamente o mais pobre, aquele que usa o transporte coletivo”, afirmou Ricardo Nunes após o encontro com Pacheco. “É preciso fazer algo para segurar a tarifa do transporte coletivo no Brasil inteiro”, disse.

Se o projeto for aprovado, ele irá fazer com que o governo federal repasse verba aos municípios para custear a gratuidade. A União irá prover o dinheiro, mas o manejo ficará por parte dos governos municipais, que terão cada um seu fundo para fazer o gerenciamento. 

Entre os objetivos do programa, segundo o texto do PL, estão garantir a mobilidade urbana dos idosos, manter a modicidade tarifária para os demais usuários do serviço de transporte público coletivo e garantir o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos de concessão do transporte público coletivo.