
“Conversava por horas com Mustafa Ahmed (presidente da Amsia) e dizia que ele tinha de vir ao Brasil, que precisávamos montar uma estrutura, um time. Decidi sair quando vi que que a coisa não andava”, diz.
O ex-diretor informa também que os primeiros veículos seriam picapes médias e não carros elétricos: “Seria preciso ter um produto de volume para viabilizar a operação porque com carros elétricos não se ganha dinheiro, só se forem subvencionados pelo governo.” Essas caminhonetes, segundo Gaspar, derivam da geração antiga da S-10 e teriam preços 25% inferiores aos praticados no Brasil para picapes médias.
Sobre a demora, o superintendente executivo da Secretaria do Desenvolvimento de Sergipe, Carlos Augusto Franco, afirma: “A situação de mercado deve ter alterado o cronograma deles.” De acordo com Franco, a direção da Amsia tem o projeto pronto, mas não a decisão sobre a fábrica. “Eles vieram ao Brasil, tiveram agenda ampla, uma série de reuniões… Tem uma área reserva (para a fábrica), mas ainda não foi adquirida porque depende de eles cumprirem alguns compromissos”, diz Franco. Segundo o superintendente, a companhia pretende produzir utilitários esportivos híbridos.