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Projeto da Amsia Motors empaca em Sergipe

O projeto de construção de uma fábrica de R$ 1 bilhão para produzir veículos elétricos e híbridos, cogitado em 2013 para Sergipe (leia aqui), não avançou. Apesar da promessa, a Amsia Motors não tem sequer registro na junta comercial. Também não há terreno definido. “Acredito que o negócio não vai rolar”, afirma o ex-diretor da companhia, Armando Gaspar, que foi denominado para a coordenação do projeto e deixou o cargo há cerca de um ano pela falta de evolução dos planos.
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30 mar 2015

2 minutos de leitura

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“Conversava por horas com Mustafa Ahmed (presidente da Amsia) e dizia que ele tinha de vir ao Brasil, que precisávamos montar uma estrutura, um time. Decidi sair quando vi que que a coisa não andava”, diz.

O ex-diretor informa também que os primeiros veículos seriam picapes médias e não carros elétricos: “Seria preciso ter um produto de volume para viabilizar a operação porque com carros elétricos não se ganha dinheiro, só se forem subvencionados pelo governo.” Essas caminhonetes, segundo Gaspar, derivam da geração antiga da S-10 e teriam preços 25% inferiores aos praticados no Brasil para picapes médias.

Sobre a demora, o superintendente executivo da Secretaria do Desenvolvimento de Sergipe, Carlos Augusto Franco, afirma: “A situação de mercado deve ter alterado o cronograma deles.” De acordo com Franco, a direção da Amsia tem o projeto pronto, mas não a decisão sobre a fábrica. “Eles vieram ao Brasil, tiveram agenda ampla, uma série de reuniões… Tem uma área reserva (para a fábrica), mas ainda não foi adquirida porque depende de eles cumprirem alguns compromissos”, diz Franco. Segundo o superintendente, a companhia pretende produzir utilitários esportivos híbridos.