
Em 2016 a mudança será mais profunda. Os níveis de emissões vão baixar e as motos passarão a contar com filtro de carvão ativado (canister) para reduzir a emissão evaporativa: “Em um ano as motocicletas emitem em vapor o equivalente a mil carretas de 30 mil litros de combustível”, estima Renato Linke, representante da Cetesb. “Um estudo mostra que 10% de toda a emissão evaporativa é causada por motos, por isso há necessidade de controle”, diz.
“O vapor de combustível escapa pelo respiro do tanque, por tampas com má vedação, pela cuba aquecida do carburador e por mangueiras ressecadas ou de material inadequado”, recorda. Linke falou sobre a forma adotada para medição. Ele citou o chamado método Califórnia, que pela complexidade e procedimentos tende a causar gargalos nos laboratórios que fazem esse tipo de ensaio.
A partir de estudos, foram estabelecidos como limite de emissão evaporativa dois gramas por teste (como comparação, numa moto de 125 ou 150 cc, a evaporação é de oito gramas por teste). O método proposto foi aprovado e incorporado pelo Conama na legislação pela resolução 432 / 2011, válida a partir de 2016.
AJUSTES JÁ EM 2014
Os limites de emissões de poluentes em 2014 permanecerão nos níveis atuais. No entanto, no ciclo dinamométrico estabelecido para os novos testes, as motos terão de manter as emissões dentro do limite legal pelo equivalente a 18 mil quilômetros.
Em 2016 haverá redução em alguns dos limites de emissões. Por exemplo, o de hidrocarbonetos deve baixar de 0,8 para 0,56 grama por quilômetro.