logo

cadeia de suprimentos

Promovida, Grace Lieblein deixa a presidência da GM Brasil

A General Motors do Brasil mais uma vez passa por mudança em sua presidência. A americana Grace Lieblein, no posto desde junho de 2011, deixa o cargo para assumir imediatamente a vice-presidência global de compras da General Motors Company, reportando-se ao vice-presidente da GM, Steve Girsky. A executiva fica no País até fevereiro de 2013, quando deve se mudar para Detroit, mas já iniciou as novas atividades. O presidente da GM América do Sul, Jaime Ardila, assume temporariamente o comando da subsidiária brasileira.
Author image

Redação AB

18 dez 2012

3 minutos de leitura

X_noticia_15874.gif

Aos 52 anos, a executiva será responsável por um orçamento anual de compras de US$ 77 bilhões, com relacionamento com mais de 3 mil fornecedores de peças, componentes e serviços de todo mundo. Ela substituirá Bob Socia, que em setembro foi transferido para chefiar a GM China. Kim Brycz, que serviu como chefe interino de compras, vai manter seu posto como diretor executivo de materiais indiretos da GM, máquinas e equipamentos.

Steve Girsky comentou a promoção da Grace: “Ela tem uma grande e diversificada carreira de sucesso na GM e sua rica experiência em desenvolvimento de produtos, manufatura e gerenciamento geral lhe dá o conhecimento necessário para liderar nossa organização global de compras e cadeia de suprimentos.”

CARREIRA

Graduada em engenharia industrial pelo General Motors Institute (hoje é a Kettering University) e com mestrado em administração de materiais e logística pela Universidade Estadual de Michigan, Grace Lieblein ingressou na GM em 1978 como trainee da divisão de montagem de veículos de Los Angeles, nos Estados Unidos.

Na sequência, ocupou várias posições de liderança na engenharia, no desenvolvimento de produtos e na manufatura. Gerenciou o campo de provas da GM no Arizona, também nos Estados Unidos. Sua última atuação em engenharia foi como chefe global para os crossovers Chevrolet Traverse, Buick Enclave, Saturn Outlook e GMC Acadia. Em 2009, assumiu a presidência da GM México, até vir para o Brasil em 2011.

Na GMB, ela cuidou do encerramento do ciclo de investimentos de R$ 5,3 bilhões, usado até 2012 para modernização de fábricas e lançamento de novos veículos, como Cruze, Cruze Sport 6, Cobalt, Spin, S10, Trailblazer e Onix.

QUATRO PRESIDENTES EM OITO ANOS

Nos últimos oito anos, a General Motors do Brasil teve quatro presidentes diferentes. Ray Young, canadense descendente de chineses, assumiu a subsidiária brasileira em janeiro de 2004 com a missão de acabar com os maus resultados financeiros da unidade. Foi o que fez. Conseguiu tirá-la do buraco com sucesso e aumentou o recebimento de investimentos da matriz. Mas em novembro de 2007 ele recebeu um novo e maior desafio: em meio ao turbilhão que quase levou a GM à falência, Young foi nomeado a vice-presidente de finanças da companhia, da qual até já se desligou.

Para o lugar dele chegou o colombiano Jaime Ardila, que até então atuava como vice-presidente e diretor financeiro da antiga divisão de negócios GM LAAM (América Latina, África e Oriente Médio). Seu trabalho foi tão bem-sucedido que três anos depois, em 2010, foi promovido a presidente da GM América do Sul, com responsabilidade pelos negócios do Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai.

Foi nesse período, mais precisamente em julho de 2010, que ingressou na GMB a executiva norte-americana Denise Johnson, a primeira mulher a presidir uma montadora no Brasil. No entanto, pouco tempo depois, em fevereiro de 2011, ela pediu demissão alegando motivos pessoais. Para substituí-la foi trazida a Grace Lieblein, que deixará o Brasil após dois anos vivendo no País.