
Para o dirigente, a defesa seria necessária até que funcionem programas de incentivo à cadeia produtiva e desoneração de exportações. Ele expressou a queda na capacidade de competir: em 2005 vendemos ao exterior 900 mil veículos. Em 2009 foram 475 mil e a previsão para este ano é de 530 mil.
Se de um lado a Anfavea acha importante a alíquota de 35% na importação de veículos completos, defendeu a manutenção da redução de 40% nas tarifas para compra de autopeças estrangeiras destinadas a linhas de montagem locais. A questão envolve interesses diferentes ao longo da cadeia: montadoras e sistemistas querem pagar menos nas compras externas, mas as pequenas e médias empresas de autopeças defendem seus produtos e pedem proteção.
Uma solução de compromisso nesse caso pode ser adotada, com abertura das importações em algum grau para componentes sem similar nacional. Belini entende que o fim do redutor, que já dura dez anos, elevará os custos de produção locais e causará, indiretamente, a importação de produtos acabados.