logo

none

Proteção à indústria automotiva em debate

Durante entrevista realizada no Clube Monte Líbano, em São Paulo, na sexta-feira, 30, pouco antes da posse como presidente da Anfavea, Cledorvino Belini defendeu a manutenção da alíquota de 35% na importação de veículos como forma de compensar deficiências que comprometem o desempenho das empresas locais na concorrência com s estrangeiros.
Author image

cria

03 mai 2010

1 minutos de leitura

G_noticia_6712.gif

Para o dirigente, a defesa seria necessária até que funcionem programas de incentivo à cadeia produtiva e desoneração de exportações. Ele expressou a queda na capacidade de competir: em 2005 vendemos ao exterior 900 mil veículos. Em 2009 foram 475 mil e a previsão para este ano é de 530 mil.

Se de um lado a Anfavea acha importante a alíquota de 35% na importação de veículos completos, defendeu a manutenção da redução de 40% nas tarifas para compra de autopeças estrangeiras destinadas a linhas de montagem locais. A questão envolve interesses diferentes ao longo da cadeia: montadoras e sistemistas querem pagar menos nas compras externas, mas as pequenas e médias empresas de autopeças defendem seus produtos e pedem proteção.

Uma solução de compromisso nesse caso pode ser adotada, com abertura das importações em algum grau para componentes sem similar nacional. Belini entende que o fim do redutor, que já dura dez anos, elevará os custos de produção locais e causará, indiretamente, a importação de produtos acabados.