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controle eletrônico de estabilidade

Proteste volta a insistir em antecipar obrigatoriedade do ECS

A Proteste, associação dos consumidores, voltou a pressionar o Conselho Nacional de Trânsito, Contran, para que o órgão antecipe a obrigatoriedade do ESC nos carros vendidos no Brasil. A entidade defende que o controle eletrônico de estabilidade deveria ser compulsório para todos os veículos já no segundo semestre de 2017. O prazo é mais apertado do que o anunciado pela Departamento Nacional de Trânsito, Denatran, no fim de 2015, quando ficou definido que o sistema seria obrigatório a todos os automóveis apenas a partir de 2022 (leia aqui).
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Redação AB

24 mar 2016

2 minutos de leitura

A Proteste contesta a decisão. Segundo a entidade, antecipar a legislação salvaria muitas vidas, já que o item que corrige a trajetória do veículo em situações de derrapagem tem potencial para evitar cerca de 50% dos acidentes fatais. O ESC já é obrigatório nos Estados Unidos e na União Europeia. Na Argentina a tecnologia será compulsória a partir de 2018.

A entidade dos consumidores enviou novo ofício com o pedido para o Contran, dando sequência à campanha Carro Sob Controle, iniciada em novembro do ano passado (leia aqui). A Proteste defende que o controle eletrônico de estabilidade deve ser oferecido em todos os veículos, não apenas atrelado a pacotes de luxo. A estimativa é que apenas 5% a 10% dos carros vendidos no mercado nacional contem atualmente com a tecnologia.

“No Brasil já avançamos na segurança veicular, mas centenas de pessoas ainda morrem todos os dias no trânsito porque o ESC só equipa carros de luxo. Vamos juntos lutar por mais este direito do consumidor”, aponta em comunicado Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste.