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PSA coloca 650 em layoff em Porto Real

O Grupo PSA Peugeot Citroën, que investe R$ 3,7 bilhões de 2011 a 2015 para aumentar a produção de Porto Real (RJ) para 220 mil veículos e 280 mil motores por ano, passa por dificuldades financeiras no mundo e no Brasil e não conseguirá atingir tão cedo os volumes previstos.
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Redação AB

19 fev 2014

2 minutos de leitura

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Na segunda-feira, 17, após acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, a empresa colocou em layoff (suspensão temporária de contrato de trabalho) 650 funcionários de um dos três turnos de trabalho na planta. Estão sendo feitos 450 carros por dia em dois turnos, 28% a menos do que os 630 que eram produzidos até então.

De acordo com comunicado oficial da PSA, a redução nas vendas no mercado interno foi um dos agravantes. No ano passado, os licenciamentos de automóveis e comerciais leves caíram 1,5% no Brasil, enquanto os dos modelos Peugeot e Citroën tiveram retração ainda maior, de 16,1%, para 123,6 mil unidades. Em janeiro, ambas as marcas francesas tiveram queda de 2,5% nas vendas, mesmo diante do avanço tímido de 1% do mercado interno.

Somada à retração nos emplacamentos, as exportações para a Argentina, seu principal cliente de veículos compactos, também estão em curva decrescente. Por causa da crise econômica argentina e da decisão do governo local de reduzir em 27% as importações de veículos em 2014, as vendas da PSA brasileira para o país vizinho deverão cair até 30% este ano.

Outro fator impactante é a variação cambial desfavorável (do real em relação ao euro), prejudicando o desempenho econômico do Grupo PSA no País. “Diante deste cenário de redução de demanda dos mercados latino-americanos para a PSA, buscamos uma adequação do nosso volume de produção”, aponta o comunicado.

Os 650 funcionários, dos 3 mil ligados à produção de veículos e motores, deverão ficar afastados entre dois e cinco meses, passando no período por curso de qualificação profissional. A PSA se compromete a pagar 100% do salário líquido dos funcionários suspensos, que também terão direito a benefícios como plano de saúde, odontológico, ticket alimentação, além de participarem do Programa de Participação nos Resultados (PPR).

Se em cinco meses o Grupo PSA não conseguir conter as perdas, é provável que outro turno de trabalho seja suspenso temporariamente. “Vamos intercalar o afastamento dos funcionários, alternando os turnos. Esperamos não demitir ninguém”, declarou a assessoria da empresa.

Atualmente, a planta de Porto Real produz os modelos Peugeot 208, 207, 207 Passion e Hoggar e os Citroën C3, Aircross e C3 Picasso. Também fabrica motores de 1.4, 1.5 e 1.6 litro flexfuel e a gasolina (para exportação).