O Grupo PSA Peugeot Citroën comemorou resultados recordistas de vendas em 2010, com forte recuperação sobre o fraco ano anterior. Foram vendidas no mundo todo 3,6 milhões de unidades (2,1 milhões Peugeot e 1,4 milhão Citroën), em expansão de 13% sobre 2009.
A companhia francesa também ressalta o avanço de sua internacionalização – um objetivo perseguido com maior vigor nos últimos anos. As vendas fora da Europa passaram de 34% do total em 2009 para 39% em 2010, com forte colaboração dos negócios na América Latina, China e Rússia.
Na Europa, que ainda representa 61% das vendas, as duas marcas da PSA obtiveram ganho de participação de 13,8% para 14,2% ano contra ano, com a Peugeot ficando com a quarta posição no ranking das mais vendidas da região e a Citroën em sexto. Os licenciamentos de ambas somadas no mercado europeu, de 2,2 milhões de unidades, representou recuo de 0,9% sobre 2009, mas o tombo foi bem menor do que a retração global de 4% no continente.
A América Latina foi um dos pilares de sustentação dos negócios internacionais do grupo. Peugeot e Citroën acompanharam e em alguns casos superaram o crescimento dos mercados latino-americanos, com expansão total de 26,5% sobre 2009, somando 294,3 mil unidades vendidas em 23 países da região – o Brasil sozinho foi responsável por 50% do resultado, com 174,9 mil emplacamentos e avanço de 15,4% em comparação com o ano anterior. A PSA credita o bom desempenho na região ao lançamento de produtos projetados especialmente para os mercados locais, citando como exemplos a picape compacta Peugeot Hoggar e o SUV compacto Citroën Aircross.
Jean-Marc Gales, diretor das marcas da PSA declarou em comunicado que, além do recorde de vendas obtido no ano do bicentenário do grupo, tem ainda mais dois motivos para comemorar a performance de 2010: “Primeiramente, nosso crescimento internacional: uma grande proporção de nossas vendas passou a ser realizada fora da Europa. Em seguida, a qualidade de nossos resultados: progredimos muito com a clientela premium e das empresas, graças a novos modelos, melhor nível de qualidade, de design e de desempenho ambiental”, avaliou.
A PSA também fez algumas projeções para os principais mercados onde atua em 2011. Na Europa, a empresa espera a estabilização das vendas nos atuais patamares. Para a América Latina a previsão é de crescimento robusto, porém mais moderado do que em 2010. Na China, apesar das restrições às vendas impostas recentemente pela prefeitura de Pequim, os negócios devem manter expansão de dois dígitos. Na Rússia, as medidas de incentivo à troca de carros usados por novos, associadas à alta da cotação das matérias-primas, levam a PSA a prever incremento contínuo.
Com o maior crescimento dos mercados emergentes, a PSA espera atingir até 2015 seu objetivo de efetuar 50% de suas vendas fora da Europa.