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Redação AB
O Grupo PSA Peugeot Citroën anunciou na quarta-feira, 26, que deve demitir até 2.500 pessoas na Europa como parte do seu plano de reduzir custos em € 800 milhões a partir do próximo ano. De acordo com comunicado divulgado pela empresa, o planejamento inclui a reestruturação organizacional e o ajuste de orçamentos nas áreas de vendas, marketing, informática, pesquisa e desenvolvimento. Na área de produção e manufatura a empresa disse que poderá cortar cerca de 1.000 postos de trabalho em 2012.
“Os planos visam restaurar a competitividade da divisão automotiva e sua rentabilidade”, disse o Grupo, que reuniu o conselho europeu para debater as ações do novo plano de contenção.
O anúncio foi feito após a empresa divulgar seus resultados até setembro. Em nove meses, os negócios da PSA Peugeot Citroën somaram € 44,5 bilhões, aumento de 7,7% sobre mesmo período do ano passado. No terceiro trimestre a companhia apurou alta de 3,5%, para € 13,4 bilhões. Segundo a empresa, a alta no trimestre foi impulsionada pelo resultado de sua fabricante de componentes Faurecia, que obteve aumento de 16% no período.
Na divisão automotiva as vendas recuaram 1,6% no terceiro trimestre, para € 9,3 bilhões. A queda foi atribuída à crise na Europa. Além do retrocesso europeu, a fabricante afirma que sofrerá impacto negativo de € 300 milhões, reflexo do tsunami que atingiu o Japão em março deste ano e de outros € 700 milhões que são consequência da alta no preço do aço e de outras matérias-primas.
Philipe Varin, CEO do Grupo PSA, não veio ao Brasil justamente por causa deste anúncio, para não dar a impressão de gastança enquanto se cortam empregos na Europa. Para Brasília, para anunciar o investimento à Dilma, veio só o presidente do conselho de administração do Grupo PSA, Thierry Peugeot.