
“Com esta nova fábrica vamos enriquecer nossa oferta de veículos no mercado promissor dos SUVs e corresponder às expectativas de nossos clientes chineses”, disse durante a cerimônia de inauguração Carlos Tavares, presidente mundial do Grupo PSA. O executivo acrescentou que o investimento no país é parte importante do plano estratégico da companhia francesa e seu sócio chinês. “É uma etapa importante na implementação do nosso plano “Push to Pass” e na realização de nossos objetivos: lançar 20 novos veículos na China até 2021 e ultrapassar a marca de 1 milhão de unidades vendidas na região a partir de 2018”, acrescentou o executivo.
Com a fábrica de Chengdu, o grupo faz grande aposta no segmento de utilitários esportivos na China. Após crescimento de 53% em 2015 sobre 2014, as vendas de SUVs continuaram a registrar forte aquecimento no primeiro semestre de 2016, com alta de 44% na comparação com o mesmo período do ano passado. Hoje esta fatia representa 38,8% do mercado chinês. De modo mais amplo, a China continua a oferecer alto potencial às montadoras, com índice de apenas 75 veículos por mil habitantes. Em paralelo, a renda da população também cresce: a classe média chinesa superou a dos Estados Unidos e é agora a maior do mundo, com 110 milhões de pessoas e expectativa de dobrar em menos de 10 anos.
Complementando a fábrica da CAPSA em Shenzen, que produz modelos da linha DS (marca premium do Grupo PSA), o parque industrial da DPCA na China agora soma quatro fábricas: três em Wuhan, na província de Hubei, e uma em Chengdu, província de Sichuan. As plantas industriais deverão atender o novo plano de médio prazo dos sócios PSA e DFM, o “5A+”, apresentado em 11 de maio deste ano, que prevê três objetivos básicos: aumento da satisfação dos clientes em relação aos produtos e serviços da DPCA para posicionar o grupo entre os três primeiros do setor até 2018, visando o primeiro lugar em 2020; obter faturamento acima dos 100 bilhões de yuanes até 2020; e avançar com crescimento rentável e duradouro, baseado em ganhos de produtividade de 30% até 2020.