
“Com o plano ‘Back in the race’, tenho a ambição de acelerar a recuperação do grupo canalizando todo o potencial criativo das equipes, para retomarmos rapidamente o caminho da rentabilidade”, declarou Carlos Tavares ao anunciar o plano de recuperação na segunda-feira, 14, em Paris, na França.
Três objetivos foram traçados para promover a recuperação do grupo com relação ao balanço financeiro: um fluxo de caixa operacional livre positivo e recorrente – meta a ser alcançada “o mais tardar até 2016”, segundo o comunicado. Este fluxo de caixa deverá acumular € 2 bilhões entre 2016 e 2018. Além disso, uma margem operacional de 2% é prevista para a divisão automotiva até 2018, margem que deve subir para 5% em um próximo plano futuro de médio prazo, no período entre 2019 e 2023.
Para tanto, as medidas operacionais que devem levar a este resultado foram divididas em quatro pilares: o primeiro diz respeito ao reconhecimento das três – e não somente duas – marcas do grupo em todo o mundo, o que inclui a DS como marca premium e cujo desenvolvimento independente será acelerado. Como forma de dar sustento a cada uma delas, a empresa dará continuidade ao seu processo de reposicionamento a partir da definição de suas linhas de produtos de forma que possam ser complementares, ao mesmo tempo em que fará uma revisão e aperfeiçoamento de preços.
O segundo pilar foca em um plano mundial para os produtos, com redução progressiva das linhas de veículos do grupo para 26 modelos até 2020. “Ao se concentrar numa gama mais compacta, a PSA Peugeot Citroën poderá assegurar uma melhor cobertura de mercado e uma rentabilidade reforçada, com foco nos segmentos mais rentáveis. Além disso, poderá melhorar a utilização das plataformas e dos programas em todo o mundo e melhor direcionar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento”, informa o comunicado.
Como terceiro pilar, a empresa focará em uma reestruturação diferenciada em cada região do mundo. Para isso, implantará uma nova organização mundial estruturada em seis grandes regiões: Eurásia, Europa, Oriente Médio/África, América Latina, China e ASEAN e Ásia-Pacífico.
Entre as metas regionais, o grupo quer recuperar a situação na Rússia, transformar o modelo de negócio na América Latina, visando atingir a rentabilidade nas duas regiões nos próximos três anos. Pretende ainda buscar oportunidades de desenvolvimento em mercados em crescimento, como África e região do Mediterrâneo.
Já no oriente, a partir da joint venture que mantém na China, a companhia quer continuar a acelerar seu desenvolvimento naquele mercado – o maior do mundo, onde planeja triplicar os volumes de vendas com a Dongfeng até 2020, além de promover a evolução da marca DS. A parceria com a Dongfeng, que comprou parte de suas ações no mês passado (leia aqui), permitirá, segundo a montadora francesa, acelerar seu desenvolvimento também nos países que formam o bloco econômico ASEAN – Associação de Nações do Sudeste Asiático, entre eles, Tailândia, Filipinas, Malásia, Cingapura e Indonésia.
Por fim, o programa determina a aceleração da modernização de fábricas, como forma de lhe garantir competitividade, ao mesmo tempo em que confirma a continuação de redução dos custos e estoques, especialmente na Europa.