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Balanço

PSA Peugeot Citroën consegue reduzir prejuízo em 2014

Após dois anos de pesadas e crescentes perdas, o Grupo PSA Peugeot Citroën conseguiu reduzir em quase € 1,7 bilhão o prejuízo líquido, de € 2,2 bilhões em 2013 para € 555 milhões em 2014. A companhia registrou seu primeiro lucro operacional desde 2011, apurado em € 223 milhões, ante perda de € 1,53 bilhão um ano antes, em resultado que considera somente a atividade fim da empresa. De acordo com balanço divulgado na quarta-feira, 18, no ano passado a PSA registrou faturamento global de € 53,6 bilhões, em leve alta de 1% na comparação com 2013, sendo que a divisão automotiva obteve € 36,1 bilhões, em queda de 0,9%, em razão essencialmente de variações cambiais negativas, segundo explica comunicado distribuído à imprensa.
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Redação AB

19 fev 2015

4 minutos de leitura

Mesmo sem grandes variações das receitas, a PSA foi bem-sucedida em manejar melhor seu caixa e pagar dívidas contraídas para evitar a quebra em anos recentes. “Nossos resultados de 2014 provam que a reconstrução dos fundamentos econômicos está em curso”, declarou Carlos Tavares, presidente mundial do grupo, em conferência para divulgação do balanço. “Ao gerar fluxo de caixa operacional livre de € 2,2 bilhões e desendividar a companhia, conseguimos nos adiantar em relação ao nosso plano. Estamos mais focados do que nunca, até a realização completa de nossos objetivos e a obtenção de margem operacional de 2% na divisão automotiva”, acrescentou.

SANEAMENTO FINANCEIRO

Quando se considera somente as atividades em curso do grupo, o chamado lucro operacional corrente sobe para € 905 milhões, ante prejuízo de € 364 milhões em 2013. Este resultado seria suficiente para transformar a perda de 2014 em lucro líquido. Mas a companhia precisou saldar dívidas e arcou com despesas não recorrentes relativas à reestruturação da empresa com fechamento de operações, que totalizaram € 682 milhões no ano. Por isso ainda segue no vermelho, com perspectiva mais concretas de voltar ao azul nos próximos anos.

A companhia conseguiu reduzir substancialmente o endividamento. A posição financeira líquida das atividades industriais e comerciais do Grupo PSA em 31 de dezembro passado apresentava resultado positivo de € 548 milhões, contra dívida líquida de € 4,18 bilhões um ano antes. O resultado é devido aos € 2,99 bilhões provenientes dos aumentos de capital realizados em abril e em maio de 2014 e à melhoria do nível de fluxo de caixa livre.

O Grupo PSA atribui a melhoria de seu desempenho financeiro à continuidade das medidas de redução dos custos fixos e aos efeitos positivos do mix de produtos e preços, com lançamentos recentes bem-sucedidos das marcas Peugeot, Citroën e DS. Também houve ganhos com as sociedades firmadas em 2014. Incluindo a participação da empresa nos resultados das joint ventures DPCA e CAPSA, o lucro operacional da divisão automotiva chegaria a € 366 milhões, em alta de € 1,24 bilhão sobre 2013.

O Banco PSA Finance apurou lucro operacional corrente de € 337 milhões, apresentando queda de € 32 milhões (-9,5%) em relação a 2013, em virtude da operação de refinanciamento. Em fevereiro de 2015, as primeiras joint ventures entre o banco e o Santander Consumer Finance iniciaram suas atividades, sendo uma na França e outra no Reino Unido, o que segundo a companhia viabilizará a oferta de taxas competitivas aos clientes Peugeot, Citroën e DS, ao mesmo tempo em que deve aumentar a rentabilidade. Com isso, o braço financeiro do Grupo PSA anunciou que deixará de utilizar a garantia do governo francês em novas emissões de títulos no mercado.

O resultado operacional corrente da divisão de autopeças, a Faurecia, fechou 2014 com lucro de € 673 milhões, em expressiva alta de 25% na comparação com 2013.

Como a reconstrução econômica do grupo ainda não foi concluída, a empresa informou que não será proposto o pagamento de dividendos aos acionistas referente ao exercício de 2014.

PERSPECTIVAS

O Grupo PSA prevê pequena alta do mercado automotivo europeu em 2015, com crescimento de 1%, avanço na China de cerca de 7%, quedas em torno de 10% na América Latina e de 30% no da Rússia.

A companhia reafirmou o objetivo de gerar fluxo de caixa operacional livre de € 2 bilhões no período 2015-2017. A meta de margem operacional da divisão automotiva é de 2% em 2018, visando 5% no médio prazo entre 2019 e 2023.