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Redação AB
A PSA Peugeot Citroën admitiu a discussão de uma parceria com a General Motors, conforme especulou a imprensa europeia. Em comunicado distribuído na terça-feira, 21, a companhia declarou que, em linha com a estratégia de globalização e melhora da performance operacional, o grupo avalia cooperações. O texto, no entanto, destacava que “nesse estágio não há nenhuma certeza de que a negociação resulte em um acordo”.
Agências internacionais apontam que os objetivos da parceria são conter as perdas das empresas na Europa e reduzir os custos de produção em outras regiões. O acordo estaria mais focado no compartilhamento de veículos e peças do que em troca de participação acionária. A cooperação envolveria o desenvolvimento de motores, transmissões e até de automóveis completos, que posteriormente seriam vendidos sob as diferentes marcas.
A PSA enfrenta dificuldades para garantir lucratividade na Europa por produzir volumes menores do que os da Volkswagen e os da aliança Renault Nissan, principais concorrentes na região. A General Motors tem o mesmo problema com as marcas Opel e Vauxhall. O acordo poderia melhorar a lucratividade das duas companhias no continente e ainda acelerar o processo de internacionalização do grupo francês, que pretende realizar 50% das vendas fora da Europa até 2014.
Além da possibilidade de impulsionar os negócios em mercados como China e Brasil, a parceria também oferece uma porta de entrada para que a PSA retorne ao mercado norte-americano. A montadora interrompeu as vendas na região em 1992, após mais de 30 anos.
Qualquer acordo deve levar em conta outras parcerias das duas empresas. A PSA já trabalha com a Ford na área de motores diesel, com a Toyota em carros compactos, com a Mitsubishi em SUVs, crossovers e elétricos, e com a BMW no desenvolvimento de propulsores a gasolina e transmissões automáticas. A cooperação também precisaria ser aprovada pela família Peugeot, que detém 30% das ações da PSA.