O investimento, no entanto, é improvável. As duas companhias anunciaram aliança no fim de fevereiro (leia aqui). O objetivo da parceria é justamente reduzir custos, aumentar a eficiência e garantir lucratividade. Nesse contexto, a possibilidade de as companhias aplicarem um grande montante conjunto no Brasil é pequena.
Ambas já têm aportes importantes em curso no País. A fabricante de origem norte-americana finaliza este ano um investimento de R$ 2 bilhões, enquanto a PSA vai aplicar R$ 3,7 bilhões até 2015 para ampliar a capacidade produtiva e lançar novos produtos.
A construção de unidades fabris compartilhadas nem sequer foi prevista no acordo inicial. Os principais termos da aliança são o compartilhamento de plataformas, módulos e componentes e a criação de uma joint venture que será responsável pelas compras das duas empresas. A parceria tem abrangência global e, consequentemente, terá reflexos sobre as operações nacionais. Até o momento, no entanto, não houve anúncio oficial para nenhum país.
Internacionalmente, especula-se a possibilidade de a Opel produzir o novo Citroën C5. Outro rumor é a produção conjunta na Índia. A PSA congelou o plano de instalar uma fábrica naquele país após registrar perdas na Europa. A ideia seria aproveitar as unidades da General Motors na região para montar modelos Peugeot e Citroën e ampliar a presença no mercado emergente.
Questionado por agências internacionais no fim de abril, Dan Akerson, presidente mundial da GM, admitiu que há oportunidades para a parceria na Ásia e na América do Sul. Apesar disso, o executivo lembrou que a aliança “tem a Europa como foco.”
