Considerando as demais divisões, a Faurecia, de autopeças, viu seu faturamento subir 6,5% no último trimestre, para € 4,38 bilhões, enquanto o resultado do Banco PSA Finance recuou 2%, para €438 milhões.
Em nota, o CEO do Grupo PSA Peugeot Citroën, Carlos Tavares, comemorou os primeiros resultados do esforço da companhia: “Faço questão de agradecer aos funcionários do grupo por seu engajamento em nosso plano Back in the Race. Todos os instrumentos de alavancagem estão agora ativados e os primeiros resultados são visíveis. Mesmo assim, o caminho para a recuperação definitiva da PSA ainda é longo, nós devemos permanecer concentrados e manter de forma coletiva os nossos esforços”, declarou.
As vendas mundiais avançaram 5,5% no acumulado do ano, entre janeiro e setembro, contra mesmo intervalo de 2013, para 2,1 milhões de unidades, impulsionadas pelo desempenho vigoroso na Ásia, especialmente na China, onde os emplacamentos cresceram 32,9%, para 542,5 mil unidades. Na Europa, os licenciamentos das marcas Peugeot, Citroën e DS foram 10,4% maiores neste ano, ao totalizar 1,3 milhão de unidades.
Nas outras regiões, os volumes recuaram em claro efeito da forte retração nos mercados. Eurásia registrou queda acentuada de 38,6%, para 34,2 mil unidades; América Latina e África-Oriente registraram o mesmo índice de retração, 30,7%, para 154,2 mil e 120,6 mil unidades, respectivamente, enquanto na região Índia-Pacífico, as vendas diminuíram 6,2%, para 14,6 mil veículos.
PERSPECTIVAS
Em nota, o grupo informa que espera crescimento de 4% a 5% no mercado total de automóveis da Europa em 2014, além de um crescimento de até 10% na China. Por outro lado, espera retração perto de 10% na América Latina e queda de 15% na Rússia.
O grupo tem como objetivo alcançar um fluxo de caixa livre operacional positivo ao mais tardar em 2016, conforme o plano de recuperação e um fluxo de caixa livre operacional acumulado de € 2 bilhões no período 2016-2018. O Grupo PSA tem igualmente como objetivo atingir uma margem operacional de 2% em 2018 para a divisão de automóveis, com uma meta de 5% sobre o período do próximo plano de médio prazo correspondente a 2019-2023.