
Além de mudar o comando, que a partir de 20 de fevereiro passa a ser exercido pelo português Carlos Tavares, novo presidente do conselho de administração do grupo, os membros da família Peugeot, até então eram acionistas majoritários, concordaram pela primeira vez em dividir o controle da empresa com outros dois sócios. Foram vendidos 14% das ações da PSA à Dongfeng, segunda maior fabricante chinesa de veículos, e outros 14% ao governo francês. Cada um investirá € 800 milhões na ampliação de capital lançada pela PSA, de € 3 bilhões. Para completar o valor, o Banco Santander, novo parceiro para financiamentos de automóveis, injetará € 1,5 bilhão até 2018 nas operações do grupo.
O anúncio do acordo, a ser oficializado somente em março, foi feito por Philippe Varin, prestes a ser substituído por Tavares. Até 2013, a família Peugeot e empresas associadas detinham 25,5% das ações, mas com predominância de 38,1% no direito a voto; instituições estrangeiras detinham fatia de 29,2%; investidores particulares, 16,7%; instituições francesas, 14,7%; GM, 7%; Tesouro francês, 3,6%; e associação de funcionários, 3,2%.
Dentre os planos da Dongfeng está a construção de um centro de pesquisa e desenvolvimento na China focado em novas tecnologias para mercados emergentes. Além disso, a parceria deverá gerar uma nova plataforma de carros compactos. Juntas, PSA Peugeot Citroën e Dongfeng pretendem vender 1,5 milhão de carros por ano a partir de 2020.