
O faturamento do Grupo PSA atingiu novo recorde no primeiro semestre ao totalizar € 29,1 bilhões, 5% acima do apurado em igual período do ano passado, de acordo com balanço financeiro apresentado na quarta-feira, 26. O faturamento da divisão automotiva, que exclui a de autopeças e financeira, foi de € 19,8 bilhões, alta de 3,6% na mesma base de comparação anual, o que segundo a empresa, foi resultado dos lançamentos e da disciplina da empresa em termos de preços.
Com um resultado operacional corrente de € 1,44 bilhão, a divisão automotiva cresceu 10,7% sobre o primeiro semestre de 2016 e alcançou nível recorde de rentabilidade de 7,3%, apesar da alta das matérias-primas e do impacto negativo das taxas de câmbio. Este resultado decorre essencialmente de um mix de produtos favorável e da baixa constante dos custos.
“O Grupo PSA bateu recordes em termos de resultados graças a nossos clientes, responsáveis pelo sucesso de nossos últimos lançamentos, e ao empenho dos colaboradores do grupo, sempre focados na realização dos objetivos do plano Push to Pass. A eficácia e a agilidade com que as equipes superaram ventos contrários inspiram confiança na capacidade do Grupo PSA de enfrentar novos desafios”, declarou o presidente mundial do Grupo PSA, Carlos Tavares.
A divisão financeira do grupo, o Banco PSA Finance, encerrou o período com lucro operacional corrente de € 312 milhões, alta de 5,1% no comparativo anual. Da mesma forma, a Faurecia, que integra a divisão de autopeças, viu seu resultado operacional se elevar em quase 20%, para € 587 milhões.
O fluxo de caixa livre das atividades industriais e comerciais foi de € 1,11 bilhão, sustentado pela melhor margem bruta de autofinanciamento. Em seu balanço, o grupo reporta um nível de estoque total em 374 mil veículos, incluindo rede independente em todo o mundo, volume com 25 mil a menos do que o registrado em junho do ano passado.
As vendas das três marcas Peugeot, Citroën e DS somadas ascenderam em 2,3% no período, para pouco mais de 1,58 milhão de veículos (leia aqui).
Para 2017, o grupo prevê crescimento nos principais mercados em que atua: de 3% na Europa e de 5% na China, América Latina e na Rússia.
Com sua estratégia Push to Pass, o grupo prevê uma margem operacional corrente média superior a 4,5% para a divisão automotiva no período 2016-2018 e uma meta superior a 6% em 2021. Planeja ainda crescimento de 10 % do faturamento do grupo entre 2015 e 2018, visando 15% suplementares até 2021.