
Em movimento oposto, marcas como Hyundai, Renault, e as japonesas Toyota, Honda e Nissan, que há dez anos somavam 11% de participação, detêm hoje 25,24%, mais que o dobro da fatia do mercado se comparado a 2004. “Durante muitos anos, poucas montadoras atuaram sem esforço de competição. Com a abertura do mercado, o nível concorrencial aumentou, as marcas novas chegaram com novas tecnologias, novas propostas, estruturas mais leves que têm como efeito agilidade de adaptar-se as preferências”, afirma o presidente da consultoria no Brasil, Gerardo San Roman.
“Aliado a esse cenário houve um grande crescimento do mercado que parece ter determinado seu tamanho natural e agora a luta vai expandir ou contrair a elasticidade do mercado. Sem dúvida, agora o setor automotivo é regido por estratégias mercado e não mais somente com o peso das marcas”, estima San Roman.
A análise da Jato também mostra a alta das marcas premium nos dez últimos anos. Em 2004, BMW, Mercedes-Benz, Audi, Land Rover, Volvo, Dodge, Mini, Jeep e Porsche tinham 1,23% de participação no mercado, que atualmente está em 1,87%, um crescimento de 52% nesta última década. A venda de carros de luxo caiu em 2012 com o aumento de 30 pontos percentuais no IPI do veículo de importados, mas aos poucos retoma o ritmo.
A consultoria prevê mais crescimento no setor premium por causa dos anúncios de novas fábricas para Audi, BMW, Chrysler, Mercedes-Benz e Land Rover.
Para ver o estudo completo da Jato, acesse aqui.